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Trabalho Experimental Empírico

Nossa irmã Adelise Noal, Médica, Psiquiatra, Pediatra, Acumpunturista, Homeopata, desenvolveu um estudo sobre a utilização do nosso sacramento, Santo Daime, como medicamento. O resultado deste estudo sairá em livro que ela publicará em breve.
O Chave de São Pedro estimulou nossa irmã a fazer este estudo, que ela realiza desde 1997. Vai aí abaixo um pedacinho deste estudo, onde a irmã fez uma pesquisa experimental empirica com 60 pessoas no estudo piloto, em preparação homeopática e fitoterapica. Como saiu a pouco um artigo na folha de São Paulo a respeito de um estudo realizado por um professor da USP de Ribeirão Preto, onde este teceu cometários a respeito de resultado positivos com pacientes com quadro de Depressão, pensamos ser oportuno publicar em nossa página algumas referências de pacientes com um leque maior de doenças em que foi utilizado o Santo Daime com resultados igualmente positivos.

BOA LEITURA!!!

Uso de Banisteriopsis caapi e Psychotria viridis em preparação Homeopática
O trabalho empírico com o uso da preparação botânica - Banisteriopsis caapi e Psychotria viridis em formulação homeopática, iniciou-se em 1997. Preciso foi a liberação do uso terapêutico experimental, pelo dirigente espiritual da Doutrina do Santo Daime, Alfredo Mota de Melo, cujo órgão estatutário é o CEFLURIS - Centro Eclético da Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra.

Pelo método homeopático descrito por Samuel Hanhemann, o chá medicinal foi dinamizado com o objetivo de observar clinicamente seus efeitos farmacológicos.

A população alvo foi representada por experimentadores sãos e experimentadores com sintomas de tensão emocional, insônia, nível de tensão arterial elevada associada à sobrecarga emocional, cefaléia e enxaqueca.

Durante nove meses foram coletadas as impressões individuais de 70 experimentadores. A dinamização utilizada foi: - ch30 - em uso diário de gotas 3x/dia. Esta preparação homeopática foi feita em laboratório farmacêutico sob os cuidados do bioquímico responsável.

O método de experimentação não pode ser considerado científico, ao contrário, foi uma experimentação empírica, dentro do enfoque das indagações individuais acerca dos efeitos terapêuticos deste chá medicinal que foi utilizado há séculos pelos homens-medicina, habitantes da floresta equatorial Sul-Americana, homens que tinham um conhecimento intuitivo do uso e efeitos do chá, como descrito anteriormente. Minha intenção foi retirar o chá medicinal do contexto ritualístico - religioso e observá-lo como um fitoterápico de possível ação nos sítios de atuação fisiológicos do neurotransmissor - serotonina.

Os experimentadores conheciam o nome botânico das plantas e foram convidados a observar seus efeitos e fazer seus relatos.

Os resultados desta pesquisa, nos experimentadores sãos foram na sua maioria, sensações de bem-estar e de equilíbrio emocional.

Os experimentadores com sintomas acima descritos, deram relatos de melhora significativa da tensão emocional e da qualidade do sono, com memória mais clara dos sonhos e melhora dos níveis de tensão arterial. Pessoas com tendência a ter cefaléia ou enxaqueca também melhoraram seus sintomas.

O relato mais comum foi o sentimento de "estar mais centrado", mais atenção sobre si mesmo", "bem estar geral"," melhora da dor".

Transcrevo aqui, alguns relatos pessoais de pacientes descrevendo o efeito do medicamento:

Paciente A-46 anos. Stress físico e mental - "Se não fossem estas gotinhas, não sei como estaria agüentando todo este trabalho".

Paciente B-38 anos. Insônia e ansiedade - "melhorou a qualidade do meu sono.Senti que acalmei o pensamento...não tirou a tristeza mas o

peso de suportar o dia-a-dia ficou mais leve"

Paciente C-60 anos. Depressão - "Parei de chorar, estou mais tranqüila, calma, regularizou o sono, não preciso tomar mais lexotan"

Paciente D-20 anos. Insônia e ansiedade - "Não alterou o sono, mas ativou questionamentos filosóficos sobre o sentido da vida que antes eu não estava preocupado".

Paciente E-25 anos. Busca de sentido, autoconhecimento - "Me sinto mais tranqüila, menos ansiosa."

Paciente F- 44 anos. Fibromialgia, depressão, artrite por psoríase - " Quando comecei a tomar diariamente as doses, se interrompeu o ciclo de dores. Sai do estado de depressão, encontrei um sentido novo para minha vida."

Prescrito de forma adequada individualmente, o uso desta medicina-remédio, confirmou-se como um agente estabilizador psíquico, auxiliando no processo de auto-conhecimento, na medida em que o meio interno se torna mais apropriado à reflexão. Como sua ação bioquímica é o aumento sérico de um precursor que entra na via de formação da serotonina, o que se viu nos relatos foi uma comprovada eficácia psíquica.

O uso homeopático desta associação de plantas, abre a possibilidade de poder utilizá-la de forma terapêutica fora de seu ambiente natural, que é a floresta amazônica. Um remédio homeopático de ação preferencialmente psíquica, legado ancestral para nós brasileiros, saído da nossa biodiversidade territorial. Benefício que se pode estender a população em geral, especialmente de zonas urbanas onde o stress físico e psíquico é um dos grandes geradores de doenças.

Nota: esta preparação homeopática já ultrapassou nove anos de observação e continua a ser utilizada por um grande número de pessoas.


Uso do Chá Medicinal como preparação Fitoterápica

Em 1999, passei a utilizar o próprio chá medicinal em gotas diárias, como prescrição médica, continuando o trabalho experimental. Primeiramente, foi criado um grupo-teste, devidamente informado da pesquisa. Os critérios para participar foram os mesmos da pesquisa em preparação homeopática.

Os resultados vieram ao encontro daquele obtido em preparação homeopática. Assim pude confirmar numa pequena escala, os efeitos que se conhece do chá através do seu princípio ativo. Este medicamento fitoterápico passou a fazer parte da matéria médica por mim utilizada.

Outra forma de experimentação empírica foi a observação do seu efeito em gotas, antes da aplicação das agulhas, no tratamento com acupuntura. A razão para este procedimento, é que a acupuntura e este chá medicinal têm semelhanças, em termos dos seus mecanismos de ação fisiológicos. O objetivo era obter um efeito terapêutico de maior amplitude.

Como é sabido, a acupuntura estimula a liberação de endorfinas e encefalinas - um grupo de peptídeos localizados no sistema nervoso central que exercem um papel no sistema sensorial associado a dor e na modulação do humor e emoções. Libera também neurotransmissores especialmente a serotonina e o cortisol, hormônio produzido pela glândula adrenal; estas substâncias são responsáveis pela sensação de bem-estar, analgesia e relaxamento.

Em sua estrutura ativa, como foi descrito anteriormente, o chá medicinal aumenta os níveis de serotonina, fundamentando neste ponto, a ação benéfica visada na associação destes dois métodos terapêuticos.

Construção Clínica

Os princípios que aliam ciência moderna e visão espiritual deveriam ser considerados na compreensão de novos experimentos na arte de curar. Devemos deixar que o fluxo de pensamento intuitivo se apodere da nossa mente e trace novos desenhos, novas vias na descoberta do funcionamento da nossa estrutura psicofísica.

Na solidificação destas idéias está o processo de utilização do chá medicinal no atendimento clínico. Tomei por base a experiência da Medicina Tibetana onde se associa ao tratamento clínico, uma atividade específica de cunho espiritual, para que o paciente possa processar a cura de suas doenças.

Como método de abordagem a medicina tibetana pode ser dividida em três saberes: medicina dármica, medicina tântrica, medicina somática. Esta medicina é exercida por Lamas-médicos que têm uma forma particular de ver o mundo, diferente da nossa visão ocidental habituada à separatividade entre o eu, o outro e os fenômenos. Toda cultura Tibetana em essência é não-separativa, para entendê-la é preciso deixar de lado nossa atitude mental analítica e compreender que a mente percorre, circula, pelo corpo através dos canais de circulação das energias psíquicas ou ventos internos. Cada pensamento manifesta-se, se expressa no corpo, impelindo e movimentando as energias vitais.

Sob o ponto de vista da filosofia budista, o tempo é expresso na fluidez do mundo sensível, com sua contínua aniquilação. Tudo que é condicionado é irreal. Buda transcende os éons, não se encontra inserido no fluxo cíclico do tempo. Para ele não existe nem passado nem futuro, todos os tempos são transformados em presente. O eterno presente dos místicos é o êxtase, a não-duração, a imobilidade.

Ksana, no pensamento budista, quer dizer, o momento favorável, a iluminação que vem de forma espontânea. Subitamente, a compreensão da realidade se faz, como um relâmpago - um raio. Um momento qualquer pode tornar-se o momento favorável, um Ksana, o instante paradoxal que suspende a duração e projeta o monje budista ou no caso, o doente em tratamento, num eterno presente. É o relâmpago que comunica a revelação ou o êxtase místico que se prolonga paradoxalmente fora do tempo.

Outra analogia com o ato paradoxal da saída do tempo é a possibilidade de se dar um - salto quântico, conceito vindo da Física moderna.

Salto quântico é o movimento de um objeto de um lugar para outro sem percorrer o espaço que os separa. Sempre que ocorre um salto quântico, a consciência também sofre um salto, uma ampliação. O que podemos chamar de intuição súbita.

Uma parede de luz separa cada um de nós das outras realidades, a luz contorna a matéria formando os chamados cone de luz que nos cercam. A consciência se movimenta dentro do cone do espaço-tempo. O único modo de romper e atravessar nossos cones de luz é através do pensamento que é mais rápido que a velocidade da luz. A onda quântica é mais rápida que a velocidade da luz. As ondas quânticas podem atuar dentro e fora do cone. Viajando nela é possível demonstrar a interpenetração dos universos. Quando elas atuam dentro dele, observamos os eventos cotidianos. Quando elas atuam fora do cone, estamos além do espaço-tempo, na não-duração, em Ksana e, podemos perceber outros níveis de realidades. Ela é também medida de probabilidade de ocorrência de um evento e conecta nossas mentes com o mundo físico. Flui entre dois eventos, ligando-os entre si através de uma conexão instantânea, rompendo a parede de luz que os separa.

Eugene Winger(1967), foi um dos primeiros físicos a sugerir que a consciência modifica a onda quântica e, deste modo, altera o mundo físico. Consciência para a física moderna é a capacidade de fazer conexões produzindo uma complexidade cada vez maior e uma observação mais rica da vida.

Na física quântica, cada ato de observação reduz a variedade de caminhos a um só ponto de um dos caminhos. Se alterarmos nossa percepção do agora, nossa visão mudará o futuro. É como se observar no espelho, sua imagem é a coisa observada, e você, é o observador. Mude a percepção que você tem de sua imagem e você mudará sua imagem. Alterar a realidade fora do nosso cone de luz em decorrência da mudança de consciência do observador no aqui dentro, isto é, pelo treinamento de nossa mente, é um campo de pesquisa instigante do nosso tempo.

Saber até onde podemos ir!

Buda deu 84.000 ensinamentos como antídotos para cada obscurecimento. O ideal de cura é interno, a auto-cura, a iluminação.

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