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TRABALHO DE SÃO JOÃO

John_Baptist.gifNesta terça feira dia 23 de junho de 2009 às 18:30, estaremos iniciando o Terço e logo em seguida o Hinário do Mestre Irineu. NOssa intenção é que o Trabalho tenha seu término antes das 3 horas da manhã, e como não podemos transferir a festa para o final de semana, pois se canta a confissão do hinário do Mestre e está tem que ser cantada no dia 23 de junho. São João tem um siginificado especial para todos os daimistas, pois o Padrinho Sebastião Mota de Melo era a reincarnação de São João Batista. A Voz que veio do Deserto e como ele mesmo dizia o mesmo Elias. Abaixo, uma matéria sobre recentes descobertas e um pouco da história de São João Batista.

TRABALHO DE SÃO JOÃO
HORA:18:30
HINÁRIO DO MESTRE IRINEU
FARDA BRANCA


Achados arqueológicos descritos num livro que acaba de chegar ao Brasil, bem como uma série de pesquisas históricas cuidadosas, podem ajudar a traçar um quadro mais claro sobre a vida de São João Batista, o profeta venerado pelos cristãos como o responsável por preparar a vinda de Jesus. O arqueólogo britânico Shimon Gibson encontrou, nos montes perto de Jerusalém, uma gruta com desenhos que retratariam o Batista e que teria sido usada, no século 1 da Era Cristã, para rituais de purificação idênticos ao batismo conferido pelo santo.
Ao mesmo tempo, Gibson e outros especialistas nas origens do cristianismo estão questionando a idéia de que o Batista teria reconhecido imediatamente a superioridade de Cristo. É possível que Jesus tenha começado como discípulo de João e só depois iniciado sua própria missão, mantendo, no entanto, um profundo respeito pelo antigo mentor e incorporando aspectos da pregação de João em seu ministério.
Embora essa possibilidade ainda esteja em debate, ninguém coloca em discussão a existência histórica de João Batista e o fato de ele ter batizado Jesus no rio Jordão, pouco antes do ano 30 de nossa era. "O batismo de Jesus certamente é um fato histórico, especialmente se levarmos em conta o chamado critério do constrangimento", diz Luiz Felipe Ribeiro, professor da pós-graduação em história do cristianismo antigo da Universidade de Brasília (UnB) que está concluindo seu doutorado na Universidade de Toronto (Canadá).

O critério do constrangimento é uma das principais ferramentas usadas pelos historiadores para decidir se um fato narrado nos Evangelhos realmente aconteceu com Jesus. A idéia é que os evangelistas não teriam motivos para criar uma narrativa que pudesse causar problemas para sua pregação por ser potencialmente constrangedora. Ao mesmo tempo, sentiriam a necessidade de relatar a situação embaraçosa nos casos em que ela era de conhecimento geral e, portanto, não poderia ser simplesmente omitida.

O batismo de Jesus por João é um desses casos, afirma Emilio Voigt, doutor em Novo Testamento e coordenador de ensino à distância da Escola Superior de Teologia de São Leopoldo (RS). "Se o batismo de João é para o arrependimento [dos pecados], porque Jesus precisaria ser batizado? Como Jesus, o Messias, poderia ser batizado por alguém teoricamente inferior a ele?", diz o pesquisador. Segundo Voigt, a tradição cristã resolve isso por meio do "testemunho" de João - afirmações do profeta de que ele teria vindo apenas para proclamar a chegada de Jesus e de que, na verdade, ele não seria digno de batizá-lo.

A caverna

E como seria o batismo de João? O mais provável é que a cerimônia tenha se inspirado nas cerimônias judaicas de banhos purificadores, as quais envolviam a imersão total do corpo em água. (Não é à toa que o apelido de "Batista" vem do verbo grego que designa o ato de "mergulhar", "submergir".) A diferença, no entanto, é que os banhos judaicos eram realizados sempre que a pessoa precisava remover certas formas de impureza ritual, enquanto o batismo de João, até onde sabemos, era uma cerimônia única, que acontecia de uma vez por todas.

Shimon Gibson, que hoje trabalha na Universidade da Carolina do Norte em Charlotte (EUA), usa justamente esses dados em seu livro "A gruta de São João Batista" (Editora Record). A caverna que ele e seus colegas escavaram fica perto de Ein Karim, lugar onde o santo teria nascido, segundo a tradição cristã. Ao estudar o interior da gruta, eles encontraram sinais de acúmulos de lama e estruturas de pedra que serviriam para formar "piscinas", canalizando e acumulando a água da chuva dentro da rocha.

Além disso, há indícios de uso intermitente do lugar durante todo o século 1, como restos de cerâmica, mas nenhum sinal de que a ocupação tivesse sido doméstica (não há utensílios de cozinha ou fogo, por exemplo). Finalmente, as paredes são adornadas com desenhos misteriosos, atribuídos pelos arqueólogos à época bizantina (em torno do século 6). Há cruzes e outras formas de iconografia cristã e, o mais importante, um homem com roupa de peles, cajado nas mãos e um aparente cordeiro a seu lado. Para Gibson, seria uma representação tosca de João Batista ao lado do "Cordeiro de Deus", ou seja, Jesus.

Com base nesses indícios, Gibson e seus colegas, como James Tabor, também da Universidade da Carolina do Norte, propõem que os cristãos bizantinos haviam herdado uma tradição segundo a qual João havia iniciado suas atividades como Batista naquela gruta antes de ir para o rio Jordão -- tradição que as estruturas de banhos rituais poderiam confirmar.

Fonte: G1 via Notícias Cristãs

Comentários (1)

Aurea Domenech:

Prezados Editores,

Sou a tradutora, no Brasil, de Shimon Gibson e fui eu que traduzi a "A Gruta de São João Batista".
Atenciosamnete,
Aurea Domenech

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