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dezembro 23, 2008

MENSAGEM DE FIM DE ANO

1135456161.jpgTer asas é Dançar na chuva...
É plantar uma arvore...
Ver a inocência nos olhos de uma criança...
É ficar bem quietinho ao lado da pessoa amada...
É subir uma montanha...
É encontrar os amigos e não falar nada importante, Mas falar, falar muito...
É cantar um Hino Natalício...
É arrumar as gavetas, e dar um monte de roupa para quem precisa...
É andar sem rumo, só por andar...
É falar sozinho...
É sorrir para aquele velhinho lá da praça...
É ficar sentado na cozinha, assistindo a mãe fazer bolo...

Ah ! Ter asas é raspar a panela de brigadeiro com os dedos
É brincar
É rir de si mesmo
É ter um lugar secreto bem lindo e fugir para lá de vez em quando
E ficar de bobeira...
É tomar um banho de cachoeira, nadar em um rio
Ir para a praia, se cobrir de areia e pegar jacaré
Ter asas é viver intensamente as coisas simples e belas
Do dia a dia

Ter asas é ficar em silêncio e ouvir dentro da gente, o Deus emanuel
É isso que o CHAVE de São Pedro deseja para o Natal e Ano Novo que está chegando...

Que você tenha asas como das águias!!!!

Que o Sol, a Lua e as Estrelas emprestem um pouco do seu brilho, para iluminar o novo ano, e que Deus nos dê "asas de águia" para voarmos bem alto na construção de um mundo melhor.

novembro 29, 2008

AJUDA AOS IRMÃOS CATARINENSES

O Chave de São Pedro está recolhendo doações de roupas, comidas prontas. Exemplo: biscoitos ou alimentos que não necessitem preparo para consumir. Estaremos entragando estas doações a defesa Civil que encaminhará aos irmãos catarinenses. Vamos aproiveitar a nossa Concentração de amanhã e dar nossa contribuição.


Favor entregar roupas limpas e prontas para uso!!!

novembro 26, 2008

O CHAVE está no Mapa...

chavenogooglemaps.jpg


Agora para achar o CHAVE, basta acessar o Google Maps:

http://maps.google.com.br/

e digitar ""santo daime" ou "santo daime porto alegre" na linha de busca!

Pronto! A indicação do local preciso do CHAVE e a rota para chegar lá !!!

Avise aos interessados sobre mais essa facilidade!

Trabalho Experimental Empírico

Nossa irmã Adelise Noal, Médica, Psiquiatra, Pediatra, Acumpunturista, Homeopata, desenvolveu um estudo sobre a utilização do nosso sacramento, Santo Daime, como medicamento. O resultado deste estudo sairá em livro que ela publicará em breve.
O Chave de São Pedro estimulou nossa irmã a fazer este estudo, que ela realiza desde 1997. Vai aí abaixo um pedacinho deste estudo, onde a irmã fez uma pesquisa experimental empirica com 60 pessoas no estudo piloto, em preparação homeopática e fitoterapica. Como saiu a pouco um artigo na folha de São Paulo a respeito de um estudo realizado por um professor da USP de Ribeirão Preto, onde este teceu cometários a respeito de resultado positivos com pacientes com quadro de Depressão, pensamos ser oportuno publicar em nossa página algumas referências de pacientes com um leque maior de doenças em que foi utilizado o Santo Daime com resultados igualmente positivos.

BOA LEITURA!!!

Uso de Banisteriopsis caapi e Psychotria viridis em preparação Homeopática
O trabalho empírico com o uso da preparação botânica - Banisteriopsis caapi e Psychotria viridis em formulação homeopática, iniciou-se em 1997. Preciso foi a liberação do uso terapêutico experimental, pelo dirigente espiritual da Doutrina do Santo Daime, Alfredo Mota de Melo, cujo órgão estatutário é o CEFLURIS - Centro Eclético da Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra.

Pelo método homeopático descrito por Samuel Hanhemann, o chá medicinal foi dinamizado com o objetivo de observar clinicamente seus efeitos farmacológicos.

A população alvo foi representada por experimentadores sãos e experimentadores com sintomas de tensão emocional, insônia, nível de tensão arterial elevada associada à sobrecarga emocional, cefaléia e enxaqueca.

Durante nove meses foram coletadas as impressões individuais de 70 experimentadores. A dinamização utilizada foi: - ch30 - em uso diário de gotas 3x/dia. Esta preparação homeopática foi feita em laboratório farmacêutico sob os cuidados do bioquímico responsável.

O método de experimentação não pode ser considerado científico, ao contrário, foi uma experimentação empírica, dentro do enfoque das indagações individuais acerca dos efeitos terapêuticos deste chá medicinal que foi utilizado há séculos pelos homens-medicina, habitantes da floresta equatorial Sul-Americana, homens que tinham um conhecimento intuitivo do uso e efeitos do chá, como descrito anteriormente. Minha intenção foi retirar o chá medicinal do contexto ritualístico - religioso e observá-lo como um fitoterápico de possível ação nos sítios de atuação fisiológicos do neurotransmissor - serotonina.

Os experimentadores conheciam o nome botânico das plantas e foram convidados a observar seus efeitos e fazer seus relatos.

Os resultados desta pesquisa, nos experimentadores sãos foram na sua maioria, sensações de bem-estar e de equilíbrio emocional.

Os experimentadores com sintomas acima descritos, deram relatos de melhora significativa da tensão emocional e da qualidade do sono, com memória mais clara dos sonhos e melhora dos níveis de tensão arterial. Pessoas com tendência a ter cefaléia ou enxaqueca também melhoraram seus sintomas.

O relato mais comum foi o sentimento de "estar mais centrado", mais atenção sobre si mesmo", "bem estar geral"," melhora da dor".

Transcrevo aqui, alguns relatos pessoais de pacientes descrevendo o efeito do medicamento:

Paciente A-46 anos. Stress físico e mental - "Se não fossem estas gotinhas, não sei como estaria agüentando todo este trabalho".

Paciente B-38 anos. Insônia e ansiedade - "melhorou a qualidade do meu sono.Senti que acalmei o pensamento...não tirou a tristeza mas o

peso de suportar o dia-a-dia ficou mais leve"

Paciente C-60 anos. Depressão - "Parei de chorar, estou mais tranqüila, calma, regularizou o sono, não preciso tomar mais lexotan"

Paciente D-20 anos. Insônia e ansiedade - "Não alterou o sono, mas ativou questionamentos filosóficos sobre o sentido da vida que antes eu não estava preocupado".

Paciente E-25 anos. Busca de sentido, autoconhecimento - "Me sinto mais tranqüila, menos ansiosa."

Paciente F- 44 anos. Fibromialgia, depressão, artrite por psoríase - " Quando comecei a tomar diariamente as doses, se interrompeu o ciclo de dores. Sai do estado de depressão, encontrei um sentido novo para minha vida."

Prescrito de forma adequada individualmente, o uso desta medicina-remédio, confirmou-se como um agente estabilizador psíquico, auxiliando no processo de auto-conhecimento, na medida em que o meio interno se torna mais apropriado à reflexão. Como sua ação bioquímica é o aumento sérico de um precursor que entra na via de formação da serotonina, o que se viu nos relatos foi uma comprovada eficácia psíquica.

O uso homeopático desta associação de plantas, abre a possibilidade de poder utilizá-la de forma terapêutica fora de seu ambiente natural, que é a floresta amazônica. Um remédio homeopático de ação preferencialmente psíquica, legado ancestral para nós brasileiros, saído da nossa biodiversidade territorial. Benefício que se pode estender a população em geral, especialmente de zonas urbanas onde o stress físico e psíquico é um dos grandes geradores de doenças.

Nota: esta preparação homeopática já ultrapassou nove anos de observação e continua a ser utilizada por um grande número de pessoas.


Uso do Chá Medicinal como preparação Fitoterápica

Em 1999, passei a utilizar o próprio chá medicinal em gotas diárias, como prescrição médica, continuando o trabalho experimental. Primeiramente, foi criado um grupo-teste, devidamente informado da pesquisa. Os critérios para participar foram os mesmos da pesquisa em preparação homeopática.

Os resultados vieram ao encontro daquele obtido em preparação homeopática. Assim pude confirmar numa pequena escala, os efeitos que se conhece do chá através do seu princípio ativo. Este medicamento fitoterápico passou a fazer parte da matéria médica por mim utilizada.

Outra forma de experimentação empírica foi a observação do seu efeito em gotas, antes da aplicação das agulhas, no tratamento com acupuntura. A razão para este procedimento, é que a acupuntura e este chá medicinal têm semelhanças, em termos dos seus mecanismos de ação fisiológicos. O objetivo era obter um efeito terapêutico de maior amplitude.

Como é sabido, a acupuntura estimula a liberação de endorfinas e encefalinas - um grupo de peptídeos localizados no sistema nervoso central que exercem um papel no sistema sensorial associado a dor e na modulação do humor e emoções. Libera também neurotransmissores especialmente a serotonina e o cortisol, hormônio produzido pela glândula adrenal; estas substâncias são responsáveis pela sensação de bem-estar, analgesia e relaxamento.

Em sua estrutura ativa, como foi descrito anteriormente, o chá medicinal aumenta os níveis de serotonina, fundamentando neste ponto, a ação benéfica visada na associação destes dois métodos terapêuticos.

Construção Clínica

Os princípios que aliam ciência moderna e visão espiritual deveriam ser considerados na compreensão de novos experimentos na arte de curar. Devemos deixar que o fluxo de pensamento intuitivo se apodere da nossa mente e trace novos desenhos, novas vias na descoberta do funcionamento da nossa estrutura psicofísica.

Na solidificação destas idéias está o processo de utilização do chá medicinal no atendimento clínico. Tomei por base a experiência da Medicina Tibetana onde se associa ao tratamento clínico, uma atividade específica de cunho espiritual, para que o paciente possa processar a cura de suas doenças.

Como método de abordagem a medicina tibetana pode ser dividida em três saberes: medicina dármica, medicina tântrica, medicina somática. Esta medicina é exercida por Lamas-médicos que têm uma forma particular de ver o mundo, diferente da nossa visão ocidental habituada à separatividade entre o eu, o outro e os fenômenos. Toda cultura Tibetana em essência é não-separativa, para entendê-la é preciso deixar de lado nossa atitude mental analítica e compreender que a mente percorre, circula, pelo corpo através dos canais de circulação das energias psíquicas ou ventos internos. Cada pensamento manifesta-se, se expressa no corpo, impelindo e movimentando as energias vitais.

Sob o ponto de vista da filosofia budista, o tempo é expresso na fluidez do mundo sensível, com sua contínua aniquilação. Tudo que é condicionado é irreal. Buda transcende os éons, não se encontra inserido no fluxo cíclico do tempo. Para ele não existe nem passado nem futuro, todos os tempos são transformados em presente. O eterno presente dos místicos é o êxtase, a não-duração, a imobilidade.

Ksana, no pensamento budista, quer dizer, o momento favorável, a iluminação que vem de forma espontânea. Subitamente, a compreensão da realidade se faz, como um relâmpago - um raio. Um momento qualquer pode tornar-se o momento favorável, um Ksana, o instante paradoxal que suspende a duração e projeta o monje budista ou no caso, o doente em tratamento, num eterno presente. É o relâmpago que comunica a revelação ou o êxtase místico que se prolonga paradoxalmente fora do tempo.

Outra analogia com o ato paradoxal da saída do tempo é a possibilidade de se dar um - salto quântico, conceito vindo da Física moderna.

Salto quântico é o movimento de um objeto de um lugar para outro sem percorrer o espaço que os separa. Sempre que ocorre um salto quântico, a consciência também sofre um salto, uma ampliação. O que podemos chamar de intuição súbita.

Uma parede de luz separa cada um de nós das outras realidades, a luz contorna a matéria formando os chamados cone de luz que nos cercam. A consciência se movimenta dentro do cone do espaço-tempo. O único modo de romper e atravessar nossos cones de luz é através do pensamento que é mais rápido que a velocidade da luz. A onda quântica é mais rápida que a velocidade da luz. As ondas quânticas podem atuar dentro e fora do cone. Viajando nela é possível demonstrar a interpenetração dos universos. Quando elas atuam dentro dele, observamos os eventos cotidianos. Quando elas atuam fora do cone, estamos além do espaço-tempo, na não-duração, em Ksana e, podemos perceber outros níveis de realidades. Ela é também medida de probabilidade de ocorrência de um evento e conecta nossas mentes com o mundo físico. Flui entre dois eventos, ligando-os entre si através de uma conexão instantânea, rompendo a parede de luz que os separa.

Eugene Winger(1967), foi um dos primeiros físicos a sugerir que a consciência modifica a onda quântica e, deste modo, altera o mundo físico. Consciência para a física moderna é a capacidade de fazer conexões produzindo uma complexidade cada vez maior e uma observação mais rica da vida.

Na física quântica, cada ato de observação reduz a variedade de caminhos a um só ponto de um dos caminhos. Se alterarmos nossa percepção do agora, nossa visão mudará o futuro. É como se observar no espelho, sua imagem é a coisa observada, e você, é o observador. Mude a percepção que você tem de sua imagem e você mudará sua imagem. Alterar a realidade fora do nosso cone de luz em decorrência da mudança de consciência do observador no aqui dentro, isto é, pelo treinamento de nossa mente, é um campo de pesquisa instigante do nosso tempo.

Saber até onde podemos ir!

Buda deu 84.000 ensinamentos como antídotos para cada obscurecimento. O ideal de cura é interno, a auto-cura, a iluminação.

novembro 4, 2008

Adote um "Miaaau"!

Este é o Senhor SHIVA, adotado por Lú Rosa.

O CHAVE de São Pedro está com gatinhos para adoção.

Eles nasceram dentro da igreja: Dois amarelos, dois cinzas e um preto e branco.

Um amarelo e um cinza já ganharam um novo lar. Adote você também um "Miaaau"!!!

novembro 1, 2008

Novas Mensalidades

assembleiaCHAVE.jpg
[Assembléia Geral]

Durante a última Assembléia Geral do CHAVE, ocorrida dia 19/10, entre outros assuntos, foi deliberado um reajuste das mensalidades, de modo a equilibrar o caixa de nossa Associação.

Essas novas mensalidades valem a partir de 01/11.

Existem agora várias novas categorias, desde a faixa de "Isento", até a contribuição de 30% do Salário Mínimo, que permite a participação em todos os trabalhos que venham acontecer no CHAVE.

As novas categorias, com suas faixas de valores, podem ser conferidas na Secretaria.

outubro 23, 2008

PROGRAMAÇÃO E CALENDÁRIO

DSC03829.JPG

VIVA NOSSO FEITIO!!!!!

Dia 27 de outubro Chegam ao Chave de São Pedro
Srª Francisca Granjeiro
Srª Adália Granjeiro
Sr. Guilherme Granjeiro
Sr. Leonel Granjeiro,
Filhos do Sr Francisco Granjeiro, Feitor do Mestre Irineu.

Dentro da programação estaremos realizando um Feitio de Instrução em Parceria com as Igrejas: CÉU DE SÃO MIGUEL, CÉU DE LUZ, NÚCLEO CÉU SÃO JORGE.

CALENDÁRIO

25 de outubro, 20 horas, Trabalho Mediúnico
27 de outubro, 20 horas, Trabalho de Mesa Branca
29 de outubro, 20 horas, Abertura Feitio com Hinário "O Apuro"
30 de outubro, 20 horas, Concentração especial com Hinário da Maria Damião
1º de novembro, 19:30, Hinários: Germano Guilherme, Antônio Gomes e João Pereira/Missa.
02 de novembro, 18 horas, encerramento do Feitio, Oração do Padrinho Sebastião.

Para os Fardados todos: os Trabalhos são com FARDA AZUL!!!!

TODOS OS TRABALHOS SÃO ABERTOS A NEÓFITOS E VISITANTES

SOMENTE OS FARDADOS PODEM TRABALHAR NO FEITIO

outubro 16, 2008

MUTIRÃO

sol lua estrela.jpgNeste sábado dia 18 de outubro de 2008 às 10 horas teremos nosso MUTIRÃO de limpeza e organização. Estaremos apartir do dia 27 de outubro recebendo a familia Granjeiro e Chester de Manaus.
Teremos dois aniversários para comemorar: o do Chester dia 31 de outubro e o do Wilton dia 1º de novembro.
Demandas:

1. Limpeza das panelas de Feitio
2. Limpeza da Fornalha
3. Limpeza e organização da casinha de Feitio
4. Limpeza e organização da Igreja e casa de apoio
5. Limpeza e organização da casa amarela para receber o povo.
6. Organização da cozinha Geral

Pedimos a colaboração e participação de todos os amigos do Chave de São Pedro

outubro 10, 2008

CO N V O C A Ç Ã O

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO C.H.A.V.E.

Convocamos todos os associados a participarem da nossa Assembléia Geral Ordinária no Dia 19 de outubro de 2008, às 15:30 a primeira chamada, e às 16 horas segunda e última chamada, para decidir:


PRESTAÇÃO DE CONTAS,
REFORMA ADMINISTRATIVA,
ASSUNTOS GERAIS.


Contamos com apresença e colaboração de todos os associados.


Diretoria
C.H.A.V.E.

outubro 1, 2008

Santa Missa em homenagem ao nosso Patrono Paulo Alexandre Cardoso

Para viver bem perto do Céu, onde reina a Harmonia, junto ao meu Pai.

Nesta Quarta-Feira, dia 01/10 estaremos realizando a Santa Missa em homenagem ao segundo aniversário da passagem de nosso Patrono Paulo Alexandre Cardoso.

20:00 horas, no Chave. Farda Azul.

Também cantaremos hinos do Germano Guilherme.


[animação by Calliari]

Viva o Paulo Alexandre Cardoso!!!

setembro 17, 2008

Um Domingo no CHAVE

Vista da Casa Amarela, com a Igreja no fundoNossa mata
Verde, Azul e BrancoVista do quintalVerde e Rosa

TRABALHO DO DIA 20 SERÁ COM SANTO DAIME DO JURUÁ

Neste dia 20 de setembro às 20 horas estaremos cantando o Hinário do João Pereira, a titulo de ensaio para o Trabalho de Todos os Santos e Finados.
Estaremos consagrando o Santo Daime do Juruá (famoso por sua Força e Miração), feito em Rodrigues Alves - Acre. Cipó vindo da Floresta amazônica, com a Força e Energia da Rainha da Floresta.
A Arrecadação será em benefício ao povo do vale do Rio Juruá, Estorrões, Vila Nova Esperança, Rodrigues Alves, Ipixuna e Cruzeiro do Sul.

Contamos com a presença de todos!!!

Hinário:João Pereira
Hora: 20 horas
Farda Azul
Local: Igreja Paulo Alexandre Cardoso - CHAVE de São Pedro

setembro 4, 2008

Matéria na revista Bons Fluídos

Força da Floresta....
[Cosmologia Espiritual - obra de Pablo Amarindo]

Na Revista Bons Fluídos de Agosto/2008, foi publicada uma matéria sobre a Ayahuasca.

O texto da matéria dá um bom panorama sobre a importância da bebida, e introduz a Doutrina da Floresta de uma forma poética, apesar de suscinta.

Trecho inicial da matéria: "O cipó dos espíritos

Um xamã apresentou a ayahuasca a um maranhense, que levou a experiência para outro e mais outro, que a dividiu com o mundo. Assim, no boca-a-boca, essa possibilidade de falar com Deus se estruturou como seita e agora pode até ganhar a chancela de patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Aqui, você conhece um pouco mais o poder desse chá sagrado, batizado de Santo Daime."

Com o pedido recente que a Ayhuasca se torne Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, as revistas passam cada vez mais a incluir em suas pautas assuntos relacionados ao Daime, apesar que sempre temos um fundinho sensacionalista e preconceituoso nessas matérias. No caso da Revista Bons Fluídos, ainda persiste a confusão que a ciência faz, geralmente no meio dos psicólogos e psiquiatras, na classificação do Daime como "alucinógeno". O Santo Daime não causa alucinações, portanto não é um alucinógeno. O termo correto é "Enteógeno", pois ele "age dentro" mostrando o que temos que corrigir (nossos defeitos), além de nos mostrar o mundo espiritual.

"Medicina da Floresta
Curandeiros e Pajés
Seus fluídos venham nos fortalecer...
"
(trecho do Hino DIVINA UNIÃO, de Léo Artese)

Leia toda a matéria, clicando aqui.

setembro 2, 2008

MUTIRÃO, APURAÇÃO E TRABALHO

O Chave de São Pedro convoca a todos interessados a participar do Mutirão, com apuração de Santo Daime na Casinha de Feitio neste sábado dia 6 de setembro de 2008 às 9 horas da manhã. Estaremos fazendo os despachos de Santo Daime às 10 horas da manhã. Teremos almoço e é bom que os irmãos que irão participar e almoçar por lá confirmem presença para que possamos nos organizar.
A Noite faremos um Trabalho/ensaio do Hinário da Maria Damiãocom arrecadação em benefício as obras da Igreja.
Em relação as obras da Igreja informamos que já começaram a serem realizadas na casinha de Daime e que já temos o piso para colocação. Aquele ou aquela que tiverem conhecimento e condições de nos ajudar na colocação, sejam muito bem vindos.

Mutirão: Roupas de trabalhos pesados, primeiro despacho às 10 horas da manhã.
Trabalho: farda azul, às 20 horas, será solicitada uma contribuição para ajudar nos custos de nossas obras. Será cantado a Oração e o Hinário da Maria Damião.

julho 30, 2008

A nova mandala do CHAVE

Mandala nova, by Calliari

E agora não é apenas a ala amsculina que tem uma mandala: A ala feminina ganhou uma linda mandala, feita pelo Calliari.

Flores de jagube, beija-flores e muitos outros detalhes, ajudando na miração!

julho 9, 2008

ENCONTRO NOSSA CULTURA

Encontro de artistas de diversas áreas a fim de realizar uma troca de experiências e idéias, além da apresentação e divulgação dos projetos culturais, trabalhos e atividades realizados pela irmandade.
Uma injeção de ânimo com exposição de trabalhos, vivências, contação de histórias, trocas e comércio, estimulando parcerias e uma rede solidária de trabalho. Participem!!!


Visconde de Mauá - Céu da Montanha
25,26 e 27 de julho de 2008

Maiores informações e inscrições:
encontronossacultura@yahoo.com.br

Gilda C. G. Gonçalves, Cristina C. Moraes
e Céu da Montanha

junho 30, 2008

Viva São Pedro! Viva o CHAVE de São Pedro! Viva toda a Irmanadade!

Fizemos no CHAVE de SÃO PEDRO uma grande confraternização das Igrejas Daimistas do Rio Grande do Sul, comemorando o dia do padroeiro da casa, o Sâo Pedro.

TRABALHO DE SAO PEDRO

Salão repleto, muita Força, Firmeza e Fé.

TRABALHO DE SAO PEDRO

Saímos do trabalho renovados em nossos ideais de Vida, Paz, Harmonia, Amor, Verdade, Justiça, Fé, Firmeza, Consciência,Serenidade...

TRABALHO DE SAO PEDRO

... Respeito, Calma, Tranquilidade, Obediência e Coragem, além de tantas outras pérolas que estão no Hinário do Padrinho Alfredo, o qual cantamos nessa noite.

TRABALHO DE SAO PEDRO

105. São Pedro


Ao amanhecer do dia
De São Pedro festejado
Firmo na Lua Minguante
Para acabar o pecado

O pecado é a morte
E a morte é o medo
Só luz de conhecimento
É que destrincha o segredo

Para quem confia em mim
E não se entrega ao erro
Tem vida em vez da morte
Tem o Cristo verdadeiro

Sou a luz resplandecente
Sou o brilho do Cruzeiro
Sou o saber de João
E Sou a chave de São Pedro

Eu sou o discernimento
Todo brilho vem de mim
Lembranças do Astro Sol
Que brilha neste jardim

É aqui no astro chão
Que tiveram cruel sorte
Jesus Cristo e São João
Com os seus ensinos fortes
Dando todo seu amor
E lhes recompensaram a morte

junho 26, 2008

Mutirão para arrumar a decoração da Igreja

Olá a toda Irmandade !!!

Nesta Quinta-feira, 26/06 a partir das 18:30 hs faremos um mutirão para arrumar a decoração da Igreja para o hinário de São Pedro.

Estão todos convidados a comparecer! :)

Muita Paz, Luz e Harmonia a todos!

maio 21, 2008

Caboclo Cantador

padpauloroberto_no_wilton2.jpg

Ouça um trecho do Trabalho de Cura deste último domingo, com o Pad. Paulo Roberto dando passagem para o "Caboclo Cantador" fazer sua chamada para a abertura dos trabalhos:

Cerimônia do Casamento

fardados.jpg

Vicente Rubino (Rúbis) e Lucienne Rosa (Lú Rosa) convidam toda a Irmandade para a cerimônia de seu casamento!

Local: CHAVE de São Pedro

Data e Horário: Sábado, dia 24 de Maio, às 09:00 hs da manhã.

Traje: Farda Branca

Depois da cerimônia do Casamento bailaremos o Hinário do Mestre Irineu.

maio 19, 2008

Momentos do Trabalho deste Domingo...

Agradecemos a toda Irmandade que participou do Trabalho deste Domingo.

Estabelecemos uma forte Corrente sob comando do Pad. Paulo Roberto

Com certeza cumpriu-se o objetivo que foi a Emanação da Cura.

Padrinho Paulo Roberto, na Mesa de Centro do CHAVE

março 5, 2008

CONVOCATÓRIA PARA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

Conforme estatuto, dia 9 de março de 2008 é o segundo domingo de março, estamos convocando os associados do Chave de São Pedro a comparecer a ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA.

dia 9/3/2008
Hora: 16 horas primeira chamada
16:30 horas segunda chamada
Pauta: Eleições para cargos administrativos Comissão de execução da Nova Associação- ( Presidência, Vice Presidência,)
Assuntos Geriais
Informamos que esta assembléia foi comunicada no Trabalho do dia 15 de fevereiro de 2008, estabelecendo assim o prazo legal para a realização da mesma.
Assuntos para a pauta poderão serem incluídos de acordo com a necessidade.

fevereiro 22, 2008

MUTIRÃO, REUNIÃO E ORAÇÃO PARA NOVOS

Neste final de semana estaremos de mutirão.
A T E N Ç Ã O:Todas as pessoas que quiserem participar de um Trabalho de Santo Daime e ainda não conhece o Chá, a Doutrina, deverão comparecer no Chave de São Pedro neste domingo dia 24 de fevereiro às 17 horas.
Estaremos realizando uma palestra de orientação e uma Oração para Novos.

janeiro 3, 2008

TRABALHO JORNALISTICO DE ESTUDANTES DA UFRGS

Pesquisa realizada em Junho de 2007 sobre o Santo Daime e o Chave de São Pedro

O Universo do Santo Daime
A primeira religião genuinamente brasileira
Ismael Cardoso & Paula Bianca Bianchi
Reportagem realizada em Junho de 2007

Santo Daime. Religião da Amazônia. Chá.

Isso era tudo que sabíamos quando definimos a pauta da segunda reportagem da cadeira de redação II. A tal religião tinha uma igreja em algum lugar de Porto Alegre. Afastado, pelo visto. Ir a campo era um dos atrativos. Jornalismo “on the road”, afinal.

“Off road” cairia melhor.

Como se começa uma matéria sobre um assunto sobre o qual você não domina absolutamente nada? As estatísticas não são precisas, mas especula-se que nove entre dez estudantes responderiam: Google. A soma dos verbetes Santo + Daime encontrou meros 124.000 resultados. Felizmente não precisamos passar do primeiro.

Na página oficial da religião (www.santodaime.org) não foi difícil achar o contato para todos os centros do Santo Daime no país. Wilton, Cristina e um telefone. Essas eram as informações que o site dava para entrarmos em contato com o Chave de São Pedro, a igreja da doutrina em Porto Alegre. Um telefonema, entrevista marcada. Destino: altos do morro Santa Teresa. Logo no início da conversa, Wilton Jorge Souza, administrador do Daime em Porto Alegre, foi claro: “É inevitável falar do chá antes de se falar do Daime”.

A ayahuasca

Vinho dos mortos, vinho das almas, chicote das almas, avuela, professor dos professores, madrecita de todas as plantas, yagé, vegetal, a pequena morte, ayahuasca. Esses foram alguns dos nomes que encontramos para a bebida que os seguidores da religião que estávamos pesquisando chamam de Santo Daime. Existem mais de 42.

Quando se trata da origem dessa bebida, o que não falta são hipóteses. A mais aceita é a de que o chá tenha sido utilizado pelos incas por milhares de anos e espalhado pela América do Sul com as invasões espanholas no continente. Fugindo do massacre perpetuado pelos europeus, os sacerdotes receberam a missão de preservar seu bem mais precioso: a ayahuasca.

Floresta Amazônica adentro, eles passaram de tribo em tribo ensinando o feitio da bebida. O chá era utilizado pelos índios em rituais chamados vegetalistas, e provado eventualmente por caboclos, que o chamavam jocosamente de “cinema de índio”. Isso porque, sob seu efeito, a pessoa fica acordada, mas, ao mesmo tempo, em um estado semelhante ao do sonho. Há registros de que pelo menos 72 tribos amazônicas detenham o conhecimento para produção da ayahuasca.

Nós poderíamos dar dois rumos à matéria. Nós seríamos apenas observadores ou entraríamos a fundo na mística do Santo Daime? A segunda alternativa nos obrigaria a experimentar o tal chá. Na conversa com Wilton, ainda não havíamos decidido. Por isso, achamos melhor começar a investigar ali mesmo, por via das dúvidas, o que afinal é a ayahuasca e que efeitos a bebida poderia causar em duas pessoas nascidas e criadas a quilômetros de distância da Floresta Amazônica.

Em primeiro lugar, trata-se de uma cocção e não de um chá, apesar de até mesmo os seguidores da doutrina do Daime o chamarem por esse nome. No preparo da ayahuasca são utilizadas duas plantas naturais da Amazônia: o cipó jagube e o arbusto chamado de chacrona ou folha-rainha. O cipó é macerado e fervido junto com as folhas, formando uma bebida de cor ocre esverdeado e de sabor muito amargo.

Os alcalóides do cipó inibem uma enzima em nosso organismo permitindo que o DMT (dimetil-triptamina) do arbusto chegue ao sistema nervoso central. O DMT é um potente psicoativo, com função semelhante a seratonina – um dos neurotransmissores presentes no cérebro e que tem a função de “ligar” um neurônio ao outro. Após a experiência, a ayahuasca causa uma sensação análoga a de um antidepressivo. De acordo com o biólogo Rafael Guimarães dos Santos, doutorando em farmacologia pela UAB (Universitat Autònoma de Barcelona) “de maneira geral, a ayahuasca produz efeitos similares ao LSD, à psilocibina, e à mescalina. Os comportamentos são moldados pelas expectativas e motivações das pessoas que tomam a ayahuasca. Se está em um ritual do Santo Daime, por exemplo, o comportamento pode ser o de cantar e de dançar. Em um sentido mais psicológico e fisiológico, pode-se dizer que o indivíduo, entre outras coisas, pode vomitar, ter diarréia ou ter visões”.

Estima-se que existam cerca de 10 mil seguidores do Santo Daime no mundo. O uso religioso da ayahuasca é permitido no Brasil, na Espanha, na Holanda e, recentemente, no estado norte-americano do Novo México. Há também grupos que celebram os cultos da doutrina no Japão, Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela e Portugal. Não há nenhuma comprovação de que o chá crie dependência física ou psicológica, já que o organismo tem baixa tolerância à bebida. É interessante notar que a dose letal de ayahuasca é de 7,8 litros para um adulto, quantidade semelhante à do suco de maracujá, que é de 8 litros. Já a dose letal de água é de 10 litros, enquanto 1 litro de álcool é suficiente para causar overdose.

“Jornalista tem mania de chamar o Daime de alucinógeno”, brinca Wilton ao comentar que a ayahuasca é, na verdade, um enteógeno. Ele explicou que os dois são expansores da consciência, mas enquanto o alucinógeno distorce a percepção, o enteógeno aguça. Descrença. O hábito de confiar desconfiando foi mais forte. Ou alguém já ouviu falar de enteógeno?

Ao contrário do que imaginávamos, existem, sim, enteógenos. Entre tantas definições, a que ficou foi a do biólogo Rafael dos Santos. “Enteógeno é um termo que quer dizer algo como proporcionar a experiência interior do divino, e foi criada por alguns pesquisadores para ser utilizada no lugar de alucinógeno, psicotomimético ou psicodélico, que seriam, segundo eles, termos errados. Alucinógeno é o termo mais utilizado no meio acadêmico, médico e farmacológico. Em uma de suas definições, 'alucinar' quer dizer 'navegar pela mente'. Em outra, quer dizer ver coisas que não existem na realidade, como um sonho”, explica.

Já sabíamos onde surgiu o chá, quais seus efeitos e como age no organismo. Faltava descobrir como a ayahuasca virou Santo Daime e como essa doutrina se expandiu a ponto de sair da Amazônia e chegar em lugares tão distantes como a Espanha e Porto Alegre.

Um pouco de história

Tudo começou com um “negrão de mais de dois metros de altura que calçava 52”. É assim que a maioria dos daimistas descreve o filho de escravos Raimundo Irineu Serra. Ele era um entre tantos migrantes nordestinos que partiram para o meio da floresta para se juntar ao exército da borracha. De seringueiro, Irineu passou a cabo do Exército, atuando como guarda de fronteira. Foi numa missão na divisa com o Peru que ele entrou em contato pela primeira vez com a ayahuasca.

Sob efeito da bebida, Irineu teve uma visão. Nossa Senhora da Conceição se apresentou a ele como a Rainha da Floresta e lhe deu as bases para iniciar uma nova forma de evangelização em Cristo. O chá, conhecido entre os incas como ayahuasca, que significa “chicote das almas” no idioma quéchua, foi rebatizado por Irineu, ganhando o nome de Santo Daime, significando, com isso, a invocação espiritual que deveria ser feita pelo fiel ao comungar com a bebida: dai-me paz, dai-me amor, dai-me força, dai-me luz. Foi assim que, por volta de 1910, no seio da Floresta Amazônica, nasceu a primeira religião genuinamente brasileira.

Católico fervoroso, Raimundo Irineu Serra, que passou a ser conhecido como Mestre Irineu, cristianizou as tradições caboclas e xamânicas da bebida sacramental ayahuasca, inicialmente realizando cerimônias de cura baseadas na ingestão do chá. A década de 1930 foi marcada por dois fatos importantes para a consolidação da doutrina. Foi nessa época que o Mestre Irineu começou a receber os hinários, cânticos com forte ênfase nos ensinamentos cristãos que propõem uma nova leitura dos Evangelhos. A maior parte do conhecimento da doutrina é baseado nesses hinos. Também na década de 30, o Santo Daime foi registrado oficialmente como religião, com o nome de Igreja do Culto Eclético da Fluente Luz Universal.

O Santo Daime é uma religião cosmocentrista. Para os seus seguidores, Deus está presente em todas as coisas, inclusive dentro das pessoas. O chá seria o responsável por nos apresentar a nós mesmos. Segundo Wilton, o primeiro contato com o Daime pode ser assustador: "Ele mostra que Deus está dentro da gente". Ele explica ainda que nos trabalhos não há sacerdotes nem nada do gênero. "Quem controla tudo é o chá, o chá é o mestre, a figura central”.

Até a década de 1970 a doutrina ficou restrita à região Norte do país. Foi depois da morte do Mestre Irineu, em 6 de julho de 1971, que o Daime iniciou a sua expansão pelo mundo. O principal responsável por essa mudança foi Sebastião Mota de Melo. Caboclo simples, sem instrução, nascido na mata e com fortes convicções espíritas, tornou-se seguidor da doutrina após a cura de uma doença grave. Padrinho Sebastião recebeu um chamado para voltar para floresta a fim de fundar uma “nova Jerusalém”. Em 1980, junto com um grupo de seguidores, criou uma pequena comunidade em uma área virgem da mata conhecida como Seringal Rio do Ouro. Dois anos depois, tendo que abandonar a área, o grupo foi mais fundo na floresta, fundando a vila do Céu do Mapiá, uma sociedade alheia ao resto do mundo cuja base principal são os ensinamentos do Daime.

Esse movimento chamou a atenção do governo, que em 1982 criou uma comissão multidisciplinar para averiguar a situação. Um grupo de médicos, antropólogos e psicólogos acompanhados de representantes do Ministério da Justiça, da Polícia Federal e do Exército visitou o Seringal do Rio do Ouro e o Céu do Mapiá. Diversos testes e entrevistas foram realizados com amostragens significativas da população local. Os estudos chegaram a conclusão de que o uso da ayahuasca não trazia prejuízos à vida social dessas populações, até que, em 1991, o Confen (Conselho Federal de Entorpecentes), atual Conad (Conselho Nacional Antidrogas), liberou o uso da ayahuasca no Brasil em rituais religiosos. As pesquisas em torno do Santo Daime acabaram dando uma visibilidade muito grande à religião, contribuindo para a expansão da doutrina.

O feitio

Uma parada de ônibus errada e trinta pessoas que nunca tinham ouvido falar do Daime depois, vimos o resultado da expansão dessa religião. A mais de 4 mil quilômetros do Acre e a menos de meia hora de carro do centro da capital gaúcha fica o representante porto-alegrense do Santo Daime.

Descemos do ônibus na avenida Oscar Pereira perto das 15h e caminhamos por cerca de 15 minutos por uma estrada de chão até a chácara onde está localizada a igreja Chave de São Pedro. Após passarmos por um túnel que só depois descobrimos ser feito de cipó jagube e folha-rainha, demos de cara com um prédio simples em forma de estrela de seis pontas com as janelas cobertas por folhas de plástico e duas portas. Em meio às montanhas, o lugar não se parece nada com a Floresta Amazônica, tampouco com Porto Alegre.

De dentro da igreja, vinham sons de cantoria. Do lado de fora, uma placa com os dizeres “acesso restrito” indicava a principal ocupação dos integrantes do Chave naquele feriadão de Corpus Christi e o motivo de nossa ida até lá: o feitio.

O processo de produção do chá é um ritual seguido a risca pelos daimistas. Para o dirigente do Chave, Wilton Souza, a diferença entre a ayahuasca e o Santo Daime está no preparo. “Tu podes encontrar o chá pra vender na internet, isso existe. Mas o que tu encontras é a ayahuasca, não o Daime”, explica. Há todo um dualismo entre masculino e feminino, que pode ser entendido através da lenda que dá origem à bebida. “Um rei e uma rainha se amavam muito. Quando o rei morreu, a rainha chorou em cima do túmulo dele até morrer de tristeza e foi enterrada ao seu lado. Do túmulo dele nasceu o jagube, do dela, a folha-rainha”, conta Wilton.

Talvez seja por isso que no feitio do Daime somente as mulheres mexam com as folhas e os homens com o jagube. Enquanto as mulheres separam e limpam a folha-rainha dentro da igreja, os homens maceram o cipó em um lugar reservado da chácara. Esse processo de maceramento leva horas e exige um grande esforço, e só termina depois que todo o cipó seja reduzido a uma espécie de fibra muito fina. Mas isso não é visto como um sacrifício. “É muito bom bater no cipó. Tu descarrega toda a tua raiva ali”, afirma o estudante de administração Lucas Ribeiro, 23 anos, integrante do Chave há dois anos. Nesse feriado foi produzido Daime suficiente para suprir as necessidades do centro pelos próximos seis meses.

Essa foi a segunda vez que o Chave realizou o feitio. Ter a oportunidade de produzir o chá na própria igreja é visto como uma conquista. Antes, ou os integrantes do Chave iam para outros centros do país produzi-lo ou ele vinha de outros estados. O principal fornecedor de Daime é o Acre, sobretudo para os centros que ficam fora do país. No entanto, por causa do alto custo e de todos os trâmites legais envolvidos no transporte, o Chave optava por trazer o chá de estados mais próximos, como Santa Catarina e o Paraná. No Rio Grande do Sul existem outras três igrejas do Santo Daime. O Céu do Cruzeiro do Sul, em Viamão, o Mensageiros da Luz, em Caxias do Sul e o Céu de São Miguel, em Sapiranga.

O trabalho

Tomar ou não tomar o chá, eis a questão.

Os depoimentos dos conhecidos que haviam passado pela experiência não eram lá muito animadores: vômitos, desconforto e “bad trips” eram alguns deles. Foi quando pedimos permissão para assistir a uma das missas que decidimos. “Se vocês quiserem assistir à cerimônia pode, desde que tomem o chá”, afirmou Wilton. Pelo bem da matéria e da nossa curiosidade, aceitamos.

Os trabalhos da doutrina do Santo Daime são realizados de acordo com um calendário oficial, que define os dias santos e festejos do ano daimístico. As igrejas e centros em todo o mundo devem seguir as datas estipuladas. Existem três tipos de rituais. Os rituais de concentração, os de cura e os hinários. Os de cura são realizados todo dia 27, enquanto os de concentração acontecem duas vezes por mês, nos dias 15 e 30. Já os hinários são celebrações especiais, que duram cerca de 12 horas e correspondem a alguns dias santos da igreja Católica e a aniversários de nascimento e morte de pessoas importantes para a doutrina, como o Mestre Irineu e Padrinho Sebastião.

Foi na sexta-feira, 15 de junho de 2007, de carona com o estudante de pedagogia Tiago de Paula, 29 anos, fardado há cinco, que fomos ao Chave participar de uma cerimônia de concentração. “O fardamento é uma iniciativa pessoal, livre”, explica Tiago. Não existe nenhuma regra, mas após alguém participar de três rituais do Daime é convidado a se fardar. O objetivo é igualar as pessoas, formar uma irmandade. O nome fardamento vem da origem militar do Mestre Irineu e refere-se à idéia de que os daimistas formam o “Exército da Rainha da Floresta”. Há dois tipos de farda: azul para os trabalhos rotineiros de concentração e cura e branca para os hinários e datas especiais. Uma uruguaia a caminho do Céu do Mapiá, um coronel da Brigada Militar, um piloto de avião, um DJ de raves, uma paulista em visita a Porto Alegre. Essa foram algumas das pessoas que encontramos ao chegar lá. Entre freqüentadores assíduos do Chave e de outras igrejas da religião e pessoas que tomavam o chá esporadicamente, éramos os únicos que iriam ter o primeiro contato com o Daime naquela noite.

Antes do início da missa pagamos uma contribuição à igreja e assinamos um termo de compromisso, procedimento padrão para quem toma o chá pela primeira vez, no qual afirmamos que estávamos tomando o Daime por livre e espontânea vontade e que iríamos participar da cerimônia até o fim. O sustento dos centros é baseado nessas contribuições e em doações. As taxas variam de acordo com o envolvimento com a igreja. Fardados pagam menos que os visitantes, e podem escolher se fazem uma contribuição mensal ou por trabalho. “O Daime não tem um valor, mas tem um custo”, justifica Wilton. Parte do dinheiro vai para o Céu do Mapiá, parte para a produção do Daime e o que sobra é destinado às melhorias da igreja.

Como todos os que tomam o chá pela primeira vez, tivemos uma conversa com Wilton, que nos orientou sobre como iria acontecer a cerimônia, as implicações de se tomar o Daime e como lidar com a experiência. Segundo ele, não havia motivo para medo ou ansiedade. “O Daime respeita quem respeita ele.”

Para participar da cerimônia existem certo detalhes que devem ser observados. As mulheres devem usar saias e os homens calças, obrigatoriamente. A igreja é divida entre o batalhão feminino e o batalhão masculino, que ocupam áreas opostas, sendo que homens e mulheres entram por portas diferentes. Tradições mantidas desde o início da religião.

Um pouco antes do começo do encontro, o sino toca, chamando todos para dentro da igreja. As pessoas são organizadas ao redor de uma mesa em forma de estrela com uma Cruz , Cruzeiro em cima. Os integrantes são distribuídos de acordo com o sexo, o vínculo com o Daime, o tempo de fardamento e o estado civil. Os fardados sentam mais próximos à mesa, enquanto os visitantes ficam mais distantes.

Entramos, cada um por uma porta como manda o ritual. Foi a primeira vez que nos separamos, e ficamos assim até o fim da cerimônia. Passamos as quatro horas seguintes em lados opostos da igreja. Tentar não se preocupar um com o outro foi uma das recomendações de Wilton na nossa conversa.

Pontualmente às 21h, o dirigente inicia os trabalhos. Três Pais-Nossos, três Ave-Marias, e uma Chave da Harmonia (oração da Comunhão do Pensamento) depois, finalmente, o primeiro despacho de Daime. Seguindo a mesma lógica de distribuição ao redor da mesa, duas filas se formaram, uma de homens, outra de mulheres, sendo que os fardados bebem o chá primeiro.

Cor de café-com-leite levemente esverdeado, cheiro de mato, denso e amargo, o Daime não é uma bebida fácil de engolir. “Remédio bom, gosto ruim”, nos avisaram. Era verdade. Copo vazio, foi difícil não fazer cara feia. Tomamos o chá do último feitio. Demos sorte. “Esse não fermentou, está bem docinho”, dizia Tiago. Imagina se estivesse fermentado.

De volta aos nossos lugares, começam os hinários. Tratam-se de cânticos recebidos pelos padrinhos com versos repetitivos e acento do norte, o que tornou difícil acompanhar a cantoria. Segundo Tiago, “o Daime é uma doutrina musical, todo o conhecimento está nos hinos”. Cada ritual pede hinários diferentes, que são cantados por todos e sempre acompanhados pelo som do maracá, uma espécie de chocalho indígena, e, às vezes, pelo violão.

Foram aproximadamente vinte minutos até o chá começar a fazer efeito. Tomar o Daime, como pudemos perceber, é uma experiência muito particular. Tanto que não há como definir um padrão de comportamento ou de reação à bebida, tão pouco o que sentimos foi parecido. “É sempre uma experiência diferente”, relata Lú Rosa, fardada desde o fim de 2006.

De início foi difícil sair da posição de jornalista observador. O teto da igreja, redondo e sem nenhuma viga de sustentação, cheio de banderinhas de São João, as camisas brancas, saias e calças azuis, a mesa com velas, sinos e incensos. Sem a companhia do bloquinho ou do gravador, havia o medo de esquecer, não abarcar tudo isso. Mas o Daime foi mais forte. Apagaram as luzes. Alguém gritou “Concentração!” e o silêncio tomou conta do lugar. Essa uma hora em que ficamos sentados passou de forma bem diferente para nós dois.

Chão e sombras em três dimensões, o tempo patinando nos segundos enquanto as imagens mais diversas apareciam a um mero fechar de olhos, justificando o tal “cinema de índio”. Nenhum desconforto, nenhum mal-estar. A única sensação física era a impressão de não ser mais um corpo inteiro. Pulsação, respiração, tudo estava presente, mas o corpo não passava de cabeça e mãos. Talvez fosse a preocupação jornalística, talvez não fosse pra ser, mas a tão esperada experiência de autoconhecimento não veio.

Do outro lado da igreja, impaciência. “Isso não vai fazer efeito, isso não vai fazer efeito. Tá, o que eu vou fazer nas próximas horas?” Os pensamentos foram aos poucos dando lugar a uma sensação de entorpecimento, de ser envolvido por padrões multicoloridos. A vontade de permanecer e continuar sentindo tudo aquilo perdeu para a ânsia de vômito crescente. Lá fora, a fiscal repetia: “Respira fundo e segura a força”, mas o estômago discordava. Conforme nos disseram, o Daime é um agente de mudança muito forte, ele realiza um processo de limpeza no organismo, física e psicológica. “A gente chama isso de cura”, explicou a fiscal. De volta à cadeira, lembranças começaram a emergir. Punk meditação define bem a sensação. Memórias, decisões, resoluções, tudo passava pela cabeça. Desse lado da igreja o autoconhecimento aconteceu.

Com as luzes acesas, volta a cantoria, que dura até o fim da cerimônia. É ao som dela que o dirigente chama para o próximo despacho de Daime. Mais meio copo do chá e começa tudo de novo. Em nenhum momento há perda de consciência. Na verdade, a única sensação que foi comum a nós dois foi uma clareza de pensamento imensurável. “Já sentiu a força?” era a pergunta recorrente aos “novatos”. Força ou não, não havia como negar que alguma coisa estava acontecendo.

A terceira rodada de Daime foi opcional. Nossos olhares se cruzaram. “Vamos? Vamos.” Mais encorpado, com uma concentração semelhante ao mel, essa dose era mais forte que a dos primeiros despachos. Tanto que recebemos apenas um gole.

Em seguida Wilton propõe: “Vamos bailar um pouco?”. No bailado, as pessoas acompanham os chefes dos batalhões feminino e masculino em passos ritmados, para um lado e para o outro, de acordo com os hinos e a batida do maracá. Enquanto nos hinários passa-se todo o tempo bailando, nos trabalhos de concentração o normal é permanecer sentado.

O ritual vai se encaminhando para o fim. Rezam-se mais alguns Pais-Nossos, Ave-Marias e uma Salve Rainha e, à 1h, exatas quatro horas depois do início, termina a cerimônia. O que se seguiu nos pegou de um pouco de surpresa. Mesmo sendo desconhecidos para a maioria das pessoas ali dentro, nos sentimos integrantes daquele grupo. Todos pareciam estar muito felizes e em paz. Havia sinceridade na preocupação e no interesse de dividir a experiência da noite uns com os outros. Interesse e preocupação que foi estendido a nós.

Depois do Daime

Procuramos, pesquisamos, conversamos com muita gente e não encontramos nada contra o Santo Daime. Os relatos mais comuns são de pessoas que, ao entrar para a doutrina, “encontraram um rumo”. É como afirma Tiago: “O Daime me trouxe consciência”. Não nos tornamos seguidores, não aderimos à religião, mas nosso ceticismo inicial foi aos poucos perdendo espaço para um crescente respeito pela doutrina do Santo Daime e pelos que nela acreditam.

À primeira vista, é fácil pensar: “O que esse pessoal faz no meio do mato tomando um chá da Amazônia para encontrar Deus?”. E, acredite, foi difícil não pensar isso. Mais do que Deus, o Daime é visto como um espelho da alma e uma forma de autoconhecimento. Apesar das coisas serem muito diferentes, elas não eram nada contraditórias.

Com quanto mais pessoas nós conversávamos, mais confusa ficava a doutrina do Santo Daime. “Daime é Deus”, dizia Wilton, nos dando a impressão de que a religião era catolicismo com a ingestão do chá. Já para Tiago, “é muito mais um caminho espiritual que uma religião”, e ficava no ar um quê de budismo. Mas, afinal, o que é o Daime? Apenas após participar de um trabalho e tomar o Daime conseguimos entender um pouco mais a dimensão dessa doutrina. Talvez a expressão que melhor defina esse culto que nasceu no começo do século no meio da floresta amazônica e foi disseminado por caboclos simples e sem instrução seja a que também mais escutamos durante toda a reportagem: sincretismo religioso. Catolicismo, cardecismo, umbanda, caminho vermelho, judaísmo, xamanismo, comunhão do pensamento. Todas essas crenças estão presentes, de uma forma ou de outra, na doutrina do Santo Daime.

Cada pessoa que entra para o Daime tem a liberdade de agregar a ele suas crenças anteriores, e assim vai se construindo um caleidoscópio gigante cuja imagem depende do observador. Uma forma de encontrar Deus ou de se encontrar. Seja o que for, o Daime permanece um mistério. Nas palavras de Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo”.

novembro 4, 2007

Festa do Cinquentenário

Lembrança da Data
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Neste final de semana de sol radiante, a comunidade do C.H.A.V.E. comemorou o Cinquentenário de nosso Dirigente!!!

Wilton George de Souza completou 50 anos no dia 01/11, e no sábado dia 03/11 foi o dia da comemoração: um grande churrasco gaúcho, preparado pelos irmãos de Livramento.

O sítio do CHAVE estava repleto de amigos: além da comunidade do CHAVE, estavam lá para dar um abraço no Wílton irmãos de outras igrejas da região e também a Gercila, o Raoni e a Ludmila do Céu de Maria, de São Paulo.

E no final, em meio à mata, os DJs fardados do CHAVE (Rubis, Fábio e Calliari) proporcionaram uma autêntica Rave, tocando Chill Out, Minimal, Electro e PsyTrance.

Viva o nosso Dirigente!
Viva o CHAVE de São Pedro!!
Viva toda a Irmandade!!!

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