Results matching “trânsito” from MondoVR

FSM 2010

|
Fórum Social Mundial 2010
Adorei o "modelito"


Ontem resolvi ir fazer a minha caminhada anual de fim de tarde, e caí bem no meio da passeata de abertura do Fórum Social Mundial, que nesse ano retorna a sua terra natal: Porto Alegre.

Milhares de pessoas trancaram todo o trânsito da cidade. Como não tinha para onde sair, parei o carro de qualquer jeito e me integrei na turba: pessoas do mundo inteiro, sindicalistas, ambientalistas, hippies, e todo o pessoal alternativo do planeta estava marcando presença. Transmiti o evento ao vivo via twitter, flickr e youtube.

Eu, nos meus tempos cartesianos, já fui contra o Fórum, mas agora reconheço o seu valor, pelos seus princípios e por sua importância para Porto Alegre, que ficou conhecida no mundo todo.

A unidade do movimento está em sua pluralidade. Eu que também defendo que um outro mundo é possível, estou engajado do Fórum. Gostaria de ter tido tempo e me preparado para participar mais ativamente das reuniões. Vou me contentar com participações esporádica, como hoje de noite no show do "Mutante" Sérgio Dias...

Fórum Social Mundial 2010Fórum Social Mundial 2010Fórum Social Mundial 2010Fórum Social Mundial 2010Fórum Social Mundial 2010


Viva o FSM. Novo Mundo, Novo Povo, Novo Sistema e Nova Era!!! AHO!!!

(e falando em AHO, adorei a participação da Galera do Calendário da Paz e seu Calendário Maia: A Federação veio e vem em PAZ!!! AHO Novamente!!!!)


Galera do Calendário Maia.

A Tônica de 2010...

|

Voltei para o(s) meu(s) paraíso(s). Para o querido refúgio da natureza que é meu sítio Giralua e para o ParaISO, meu sistema de Gestão via Internet. E é aqui que vou me desenvolver em 2010.

Cheguei do inferno paulista. Lá as pessoas só reclamam da violência, da poluição e do trânsito. Não tenho pena. Perguntei a todos que choravam: "E o que estás fazendo aqui, ô Infeliz?" Se toquem!

Essa será a tônica 2010: Nada de ser bonzinho. Deus não ajuda o bonzinho, Deus ajuda quem tem Firmeza. Nada de ser "Bonzinho" aqui não quer dizer "ser ruinzinho". Significa não iludir mais os demais e nem a si mesmo. Basta de bosta. Fez? Limpa!

E eu na minha Firmeza, estou jogando luz para os absurdos e enaltecendo as dádivas divinas. Sei que não cheguei no final do caminho, mas já aprendi o rumo da estrada. Agir contra a Natureza, seja comendo carne, jogando bituca no chão, se entupindo de televisão, ou outras coisas inconscientes, como morar em grandes cidades, ver novela, só saber falar dos outros, brigar por futebol, etc e tal, é a contra-mão para onde eu estou indo.

Se você sentir-se ofendido, saiba que não é pessoal. E se colou algo aqui do Mondo em tí, talvez seja hora de examinar sua consciência em busca do porquê.

Outra coisa, dada a velocidade atual do mundo internético, aqui no Mondo os artigos serão mais raros e mais "demorados" neste ano. Se você quiser me acompanhar na minha velocidade, siga-me via TWITTER e FLICKR. Aqui você vai encontrar um resumo, porém bem mais aprofundado do que o tempo real das duas ferramentas indicadas.

Então é isso. Vamos Além, Aliens!

O Certo por Linhas Tortas

|

E hoje, mais uma vez descobri que o que pode parecer um mal em determinado momento, pode se transformar na benção logo depois!

Voltando de Canoas, e já escaldado de tanto pegar congestionamento da entrada de Porto Alegre pela BR-116, resolvi vir "pelas paralelas", via Guilherme Schel. Só que já chegando em Porto Alegre, fiz um contorno errado, e ao invés de pegar a via direto para o Centro (Castelo Branco), acabei entrando direto no gargalo do aeroporto e peguei seu maior congestionamento!

Filas de carros parados, tempoeratura de 35 graus, alsfalto amolecendo os pneus estáticos... E eu blasfemando contra a "má-sorte", dentro de meu auto.

Resolvi então não entrar na Perimetral: - "Mais congestionamento, eu me recuso!" - e entrei na Farrapos. Cruzei o Centro, e segui para a Beira-Rio via Gasômetro.

Uma maravilha!!! Tarde linda, ensolarada, barcos no Guaíba, e gente bonita correndo na orla. Totalmente anti-stress.

E nesse momento, o Sol sai detrás das nuvens e começa sua derradeira jornada rumo ao poente: Hora do Por do Sol.

Hoje o Por do Sol foi excepcionalmente lindo. Lindo porque me fez esquecer de todo o stress caótico urbanos, mas principalmente porque percebi que se não fosse aquele "contorno errado" e o trânsito congestionado do aeroporto, eu não estaria naquele "aqui-agora" e seguramente não apreciaria o por do sol com toda aquele plenitude.

Estacionei o carro em plena via pública, deixando a fila de revoltados motoristas buzinando, e ajoelhado, reverenciei o Sol, agradecendo por suas dádivas.

O Sol


"O Sol que veio à Terra, para todos iluminar, não tem bonito nem feio, ele ilumina todos iguais".

Morar na "natureza"

|

alfavileGuia.jpg[Olha o que é "natureza" para eles... qua qua qua!!!]

A moda agora é morar na "natureza". Veja nos classificados de imóveis, nos jornais dominicais: More na "Natureza". Condomínio "Floresta". Tenha uma vida junto à "Mata"... e assim os chamativos publicitários desses empreendimentos vão fazendo a cabeça dos pseudo-ecológicos de plantão...

Aqui do lado do meu sítio começou mais um empreendimento desses: o Alphaville Porto Alegre. E começou da pior forma possível: asfaltando a Estrada das 3 Meninas, uma bucólica via rural entre fazendas. Quando eu precisava me descarregar da carga de fluídos negativos da cidade, eu voltava para o sítio por esse caminho. Mas agora, não mais! Vai ter centro comercial ao invés de produtos artesanais, carrões em vez de fuscas e charretes e trânsito ao invés do sossego.

As pessoas não entendem que cidade e natureza não se misturam. Pelo menos na maneira do entendimento que as pessas tem de cidade e de natureza. Repetir o modelo das cidades na zona rural é um erro. Sinto declarar que "natureza" NÃO é aquilo que é mostrado nas fotos publicitárias desses empreendimentos.

Um modelo de ocupação coerente do espaço rural pelas populações deveria basear-se em conceitos permaculturais. Nada de asfalto, tratores alterando o relevo com terraplanagens, redes de esgoto (que só vão poluir a natureza "mais alí na frente"), 3 carrões por casa, e toda a porcaria correlacionada com este modelo. O mundo tem muito espaço para todos morarem bem no mato e saírem das cidades. Mas temos que realmente morar na Natureza e não nesta "natureza" que os anúncios mostram.

Porto Alegre é a capital com a maior zona rural entre as capitais brasileira.Quem quiser realmente morar na Natureza, aconselho comprar um sítio, ao invés de botar grana em loteamentos.

alphaville_sp.jpg[Alphaville SP: que lugar maravilhoso de se viver, né?]

Para quem acha que eu exagero, usarei de minha experiência para afirmar que já ví esse mesmo filme antes. Alphaville São Paulo, na bucólica (na época...) localidade de Barueri. Há mais de 20 anos atrás esse era o lema do novo empreendimento lá na capital dos bandeirantes: "Venha morar na natureza"... "trilha ecológica", "valorização do patrimônio ecológico", etc etc etc... Sabem o que aconteceu? O Alphaville de lá virou uma cidade. Tem prédios com sedes de multicionacionais, faculdades, shoppings e todo o resto. Puseram pedágio na estrada que vai para lá. O anúncio de "more a 15 minutos do centro" agora é motivo de revolta para quem acreditou que natureza era aquilo e hoje amarga horas num congestionamento sem sentido.

Vai acontecer o mesmo aqui. Já começou com o asfalto na Estrada 3 Meninas!

Meu sonho de morar na Natureza junto aos Amigos cada vez mais fica dificultado neste planeta. Estou com saudades de casa: ET Rúbis phone home.

Minha FM preferida

|

E com o Iphone, e sua capacidade de receber rádios do mundo todo via 3G, descobri minha estação de FM preferida do momento....

É a Rádio SulAmérica Trânsito FM 92.1. Uma rádio que transmite interruptamente a desgraça do trânsito de São Paulo.

Acidentes, lentidão, pneus furados, carretas presas em viadutos, morte de motoqueiro, etc, etc, etc... A locutora fica falando sobre essas coisas sem parar. E também os ouvintes entram ao vivo via celular.

E eu daqui do sítio, sob a copa das árvores, trabalhando no meu notebook via 3G, longe desse inferno, fico com um sentimento misto de comiseração (por essas almas que purgam seus pecados nesse sanatório), alívio (por ter escolhido me incluir fora dessa paranóia) e comédia (beira o ridículo imaginar que exista uma rádio assim)...

A que ponto chegou essa "vida" paulistana. Que pena...

O Dia dos Bobos

|

Nas minhas visões durante as preces, visualizando um mundo futuro de paz, harmonia, unidade e respeito, eu sempre enxergava um mundo no qual as pessoas morassem na natureza, perto de seus amigos.

Isso para mim é a representação do "vamos nós ao vosso reino" (ou o "venha à nós o vosso reino" dos católicos, que é uma posição mais comodista) é essa: harmonia com a natureza e ecovila de amigos. Nada de trânsito, poluição, maldade e stress, que são o que as cidades nos trazem hoje.

E agora percebo que isso não é mais uma visão de futuro. Isso já me acontece hoje!

Acabo de chegar de uma reunião de amigos onde fomos tocar violão, na verdade, ensaiar algumas músicas. A reunião foi aqui no meu vizinho. Para lá chegar fui caminhando entre a mata, levando meu violão. Na volta, um lindo céu com estrelas cintilantes oscilavam no firmamento. No caminho, um túnel de árvores proporcionou-me uma escuridão total, fazendo-me prestar atenção no chuá-chuá do regato d'água que corria ao meu lado. Que linda que a Natureza é, tão linda que reserva-nos essas belezas até de noite...

É claro que não estavam todos os meus amigos lá. E é claro que poucos deles moram na natureza perto de mim... Mas isso talvez seja apenas uma questão temporal.E alguns grandes amigos já estão por perto.

No reverso lado da moeda, de tarde fui para a cidade, no bairro dos Moinhos de Vento. Bairro que leva a alcunha de "chic", mas é esnobe na essência. Eu morava lá. Agora me espanto com a situação. Foi quase impossível estacionar. Trânsito pesado e parado. Pessoas desconexas, fazendo parecer o que elas gostariam de ser. E o que elas gostariam de ser, é doutrinado pelas tendências de consumo, o que faz o rebanho tornar-se apenas igual aos olhos que sabem distinguir um outro ângulo, tornando-se assim possível fazer essa leitura do processo urbano.

Hoje foi o Dia da Mentira. O Dia dos Bobos. Dedico esse dia às cidades, e aos metropolitanos que caem diuturnamente na ilusão de que a vida é isso.

RubisChill na Solstice

|

Solos inspirados e expirados... uma mão no teclado e outra no notebook, tentando espantar as formigas
[não clica que nada acontece]

Domingo foi dia de Sol. Mais que isso: foi dia de Solstice.

Muito chato: tive que acordar cedo, e nem pude dormir até o meio dia, perdendo toda a manhã.

Tri-chato: tive que dirigir até o meio do mato, e nem pude me estressar no trânsito da cidade...

Realmente não deu para aguentar ouvir a Simone Sun e o Calliari detonando um psytrance na pista enquanto trocava idéias com os amigos... seria muito melhor conversar com o vizinho sobre a campanha do Inter no Japão enquanto ouvia uma boa FM gauchesca...

E ainda por cima tive que tocar das 2 até as 4 da tarde! Bem na hora do Domingão do Faustão? Ninguém merece!!!

E ao invés de comer a macarronada da sogra de todo o domingo, tive que me contentar com churrascos sendo servidos pela galera em meio do chill out. Pô, assim não dá!

E depois de tudo isso, tive que voltar para a cidade vendo o rio, as árvores, a natureza e o por do sol. E perdi o passeio no shopping... Putz!!!

Realmente, como tem gente que ainda aguenta esse psytrance?!?!?!.


(voltando...)

O RubisChill na Solstice foi muito tri: o set foi baseado no set do finde anterior, mas com variações. Troquei a parte Fito Paez + Gotan Project por um som mais libidinoso do Moments of Love do Art of Noise mixado com Hedonist. E a parte Lost in Translation foi substituída por um som psicodélico de 1974 da banda O Som Nosso de Cada Dia.

Nessa hora, em meio a solos de MiniMoog, resolvo matar uma formiga que caminhava por sobre as teclas do meu sintetizador e o som que saiu foi realmente... de matar...

No fim do set, baixa novamente o Juramidam Electric Lounge, dessa vez reforçado com gravações ao vivo no Jardim da Corte Celestial, com Bodão e Calliari nas percurssões... Divinal...

Bye Bye RubisChill 2006...

CalliariLarinha
Lú Rosa & Rubis RubisSimone Sun comandando o Main Floor
[clica para dobrar a parada]

Trânsito de Mercúrio

|

fotinho ruinzinha, né?
[trânsito de 2003]

Eu venho escrevendo sobre trânsito aqui no MondoVR de uma maneira recorrente: sempre tem algo sobre esse assunto...

Já escrevi sobre o trânsito maluco de Sampa, sobre "ocorrências de trânsito" e sobre "trânsitos" planetários... Ontem ocorreu mais um desses trânsitos planetários, o Transito de Mercúrio!

O planeta Mercúrio passou entre a Terra e o Sol, em linha reta, durante o por de sol de ontem. Com um instrumento adequado (telescópio), foi possível ver um pontinho preto passando sobre o Astro-Rei... Eu não ví o fenômemo, mas certamente ele me influenciou, pois meu signo é regido por esse Astro.

O último trânsito de Mercúrio ocorreu no ano de 2003. O próximo seria no dia 09 de Maio de 2016, se houvesse o ano de 2016...

Como não fui em nenhum psy neste finde, hoje corri para o PsyRS do Orkut para me informar do óbvio: os Afters foram maravilhosos e a 1200 foi com os problemas de sempre.

O que me chamou a atenção foi a agressão que ocorreu lá, com suspeita até de morte!!! Sabendo que isso pode ocorrer em qualquer lugar, pois basta um desmiolado para armar essa confusão, realmente é muito triste que fatos assim ocorram.

Todo mundo sabe o que acontece em festas comerciais, como dificuldades para entrar (cadê a lista de convidados?), trânsito, roubos, ambiente anti-PLUR, playback descarado de atrações que faz tempo perderam a essência, e todo o mais.

Tem gente que se sujeita a ir, mas nem porisso tem que aceitar de cabeça baixa toda essa falta de respeito. Reclamem sim, mas não apenas em tópicos do Orkut. Mobilizem-se. Efetivem-se. Protestem eficazmente. Acabou o blá blá blá. Está na hora de mudar, e já! Mas a mudança não está "lá fora". Ela está na consciência de cada um....

Pobre Paulista

|

E hoje abro mão de vez de minha cidadania paulistana. Nascido na Paulicéia, mas vivendo nos Pampas, eu me auto-intitulava "Paulucho". Mas agora apago essa mácula de minha biografia. São Paulo não dá mais...

E a gota d'água foi o dia de hoje. Cento e Sessenta e Quatro Quilômetros percorridos dentro da Grande São Paulo, em incontáveis congestionamentos, caminhos esburacados, poluição, motoristas selvagens, locais inóspitos, idas e vindas, voltas e voltas perdido em meio à multidão...

Nesse momento a minha cabeça ainda lateja. Descobri que minha atual fase zen não foi suficiente para afastar o stress que o trânsito incongruente da capital paulista causa em mim. Peguei-me blasfemando, buzinando, socando o volante, enfim, tudo o que eu não quero ser, resurgindo durante o caos urbano paulista.

Quem está dentro do caldeirão não se apercebe o mal que essa fervura causa. Lamento pelos seus habitantes nascidos localmente. Todo o progresso de suas existências não foi o suficiente para conquistar uma vida melhor. Lamento pelos imigrantes, iludidos com as promessas da metrópole. Deixando suas terras para trás, descobrem que a felicidade não é "um crediário nas Casas Bahia", e que o seu trabalho faria hoje a diferença lá, e não mais aqui.

Mas quem vê de fora como eu, percebe claramente que, se Porto Alegre não tem todas as vantagens de São Paulo, tem poucos de seus problemas. Minha opção é pelo mais simples e mais natural.

São Paulo, o estado mais rico da União é pobre. Pobre Paulista.

De volta à Sampa...

|

Já estou na Paulicéia Desvairada! Filho de São Paulo, mas fora daqui já há 19 anos, toda vez que volto para a metrópole algo me causa estranheza. E ainda mais agora, nessa minha nova fase de fã da natureza, São Paulo não faz mais o sentido de antes para mim.

A viagem foi tranquilita. Eu e a Lú Rosa viemos de FiestaPSY. Até Torres parece que você ainda está em casa. Uma parada humorística para o almoço da Tenda do Pelé, em Torres nos prepara para a primeira parte difícil da viagem. Entrando em SC, a BR-101 Sul está em obras de duplicação, e por isso a toda hora tem tratores, caminhões e desvios. Chegando em Garopaba, o asfalto está com elevações horríveis: cuidado se você tem o seu carro rebaixado ou muito lotado de carga. É fácil raspar o fundo...

Perto de Floripa tudo melhora: a BR duplica e a viagem rende. Acelerei! Reabasteci pela primeira vez na altura de Porto Belo. O FiestaPSY fez 14 km/l. Fiquei decepcionado, pois esperava mais economia da Enceradeira 1.0, mas talvez com o ar condicionado ligado, o consumo seja esse mesmo... No MP3 Player resgatado da Astra-o-nave, ininterruptos sons de música avançada. Comecei com um som de chill out na free way, passei para um proggy até Floripa, e mandei um full-on para me harmonizar com a pista aberta e rápida dessa parte da viagem.

Chego em Curitiba de noitinha, e resolvemos passar a noite lá! Não tive coragem de encarar a BR-116 no trecho de entrada de São Paulo de noite...

Na entrada do estado mais rico e desenvolvido da União, a estrada se torna um lixo. Cheia de buracos e caminhões, até a cidade de Registro você tem que prestar muita atenção. Mas dessa vez não tivemos OCORRÊNCIAS DE TRÂNSITO como no ano retrasado quando rodei a Astra-o-Nave a 130 km/h...

Ainda faltavam 180 km para a capital. Nesse trecho a estrada fica simplesmente horrorosa! Pista única, e uma imensa fila de caminhões e carros: um acidente nos fez perder mais de meia hora parados.

A BR-116 acaba de uma forma péssima: De repente ela vira uma avenida comum, totalmente congestionada, dentro de um bairro de periferia de Sampa. Pego a Marginal Pinheiros, Marginal Tietê, Rodovia Airton Senna e... chegamos na casa da Lú, em Guarulhos City.

Agora é hora de confraternizar com a família, rever a Chandra Kandi, tentar ver as crianças, e pegar toda essa estrada de volta. Semana que vem, tem muito trabalho, já a partir da segunda-feira, e algumas festinhas também... Foi.

Carro de Muié

|


[desculpe, mas a placa do carro eu não vou dar...]

Já se foi o tempo de ao se ver uma mulher no volante, os homens gritavam: "Dona Maria, vai lavar roupa!!!". Agora ao ver uma mulher no volante, os homens... aceleram!!! Acho que porisso se corre tanto nas cidades atualmente...E as mulherem ajudam para que isso aconteça.

Essa estória de colocar adesivinhos da Hello Kitty, da Penélope Charmosa e da Betty Boop, só para ficar com as mais famosas, é o principal motivo dessa perseguição!!! As gurias dizem que elas usam esses "adereços" por que é "bunitinhu", porque é "uma gracinha" ou porque é "um amooooor"... Quaaaa!!! Mas na verdade elas usam para dizer claramente: "Tem mulher nesse carro: Vem!!!"...

E os homens vão, não tenham dúvidas. Aceleram, ficam lado a lado, e dão aquela olhada para conferir a motorista. Você já percebeu que raramente os carros que tem adesivos de mulher na parte de trás, tem insulfilm ou outro tipo de vidro escuro? Quase nunca tem... Por quê? Porque quem usa adesivo "de mulher" quer aparecer...

Entendam bem, não é uma crítica que faço aqui, mas uma constatação. O machismo do "Dona Maria vai lavar louça" foi substituído pelo feminismo da Penélope Charmosa.

Antes que as mulheres comecem a me xingar, examinem a consciência e percebam o que vocês fazem quando se aproximam de algum carro que está com adesivo de escola de Jiu-Jitsu ou do Bad-Boy...

Eu usava no vidro de trás de meu carro um adesivo da Chandra Kandi, minha cachorinha Lhasa Apso Paraguaia. Tive que tirar, pois o assédio feminino nas ruas era insuportável. Todas queriam o telefone do "cachorrinho".

Agora eu uso o adeviso do Calendário da Paz, com o Brasão das 4 Raças Cósmicas, com a frase: "A Federação Galáctica vem em Paz". E hoje tem uma fila de ETs e congêneres me perseguindo no trânsito. Acho que vou ser abduzido...

Crash (O DesAMOR)

|

Você já assitiu esse filme. Na verdade, está assistindo-o a toda hora.

Basta olhar pela janela. Andar nas ruas. Assistir aos noticiários...

"Crash" é um filme sobre o desamor. Sobre a violência urbana, preconceito racial, buzinas no trânsito que podem levar a assassinatos.

Ele fala também, de leve, sobre alguns resgates, pois tudo na vida acontece para o aprendizado e felizmente alguns conseguem aprender algo e ir além, e não apenas "esquecer" como é mais fácil.

Achei uma atriz muito parecida com a Sandra Bullock. Linda, mas num papel secundário! Agora lendo a ficha técnica percebi que era ela... Nesse filme todos os personagens são secundários. O principal é mesmo o Desamor.

Bom filme para te lembrar de como é importante pagar o mal com o bem. Mas não precisa ir assistir não. Todo mundo sabe o que é o certo, apesar de fazer as coisas erradas.

Astra-o-nave zero-bala

|


[clique para secar a tinta]

E a Astra-o-nave finalmente entra no "estaleiro" para pequenos reparos decorrentes de Ocorrências de Trânsito e outras raladinhas psycodélicas...

Vai sair zero-bala! Espero reestreiá-la na Claro SubVisions.... Vamos ver...

não vai faltar água de coco...

Porto Alegre, urgente: Plantaram coqueiros na Perimetral! Toda a sua extensão de inúmeros quilômetros agora foi contemplada por coqueiros de ambos os lados da via expressa dos ônibus.

Acho que vai ficar bonito no futuro. Uma espécie de Oswaldo Aranha compridona...

Só não entendo duas coisas? Por que coqueiros? Todos esses coqueiros alienígenas não compensam a ausência da paineira que havia na junção da Carlos Gomes com a Plínio, ou a super Serigueira que havia no final da D. Pedro e foram arrancadas para os ônibus passarem. A Perimetral com tanto coqueiro e com tanta lentidão em seu trânsito, mas está parecendo uma praia baiana. Devaaagar, meu Rei...

A outra coisa que eu não entendo é: Por que uma avenida que corta a cidade pelo meio, de norte a sul, e não a circunscreve, é chamada de Perimetral, e não de Diagonal?

Rubis Roots (até que nem tanto...)

|

até que nem tão rubis roots assim, se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais... A BARRACA AZUL É A MINHA
[clique para ver as fotos do after]

Mais um fim de semana psy na vida de Rubis, mas dessa vez mais roots que o normal... Bem... até que nem tão roots assim...

Assisto perplexo a ameaça (que se efetivará) do "tratoraço" que se abaterá sobre Porto Alegre no dia de hoje.

Os caras do campo estão entrando na cidade com uma fila de 10 km de máquinas de campo, como tratores e colheitadeiras e irão protestar até o centro da cidade .

Eles devem estar com problemas, com dificuldades. Mas é o método? E a forma do protesto. Danem-se os demais cidadãos, que vão ter que conviver com um dia de total caos no trânsito.

Nem dá para imaginar quantos transtornos essa loucura vai gerar hoje na cidade. Pessoas atrasadas, estressadas também tem razão de não gostar de manifestações assim. Não é impossível que uma ambulância não chegue a tempo onde precisa e assim até mortes podem ser decorrências desta manisfestação...

Mas Eu tenho Razão. Eu sofro mais do que você. Eu faço o que é importante para mim. Eu não penso em você. A minha Razão é maior que a sua.

Viva, a Ignorância justifica os meios, e assim o Mal venceu mais uma vez...

Encontros e Desencontros

|

- Vamos logo Ewerton, vamos almoçar...

E o cara ainda vai fumar, perde a chave do carro... e demooooora. Era o primeiro dominó que desencadearia tantas outras sincronicidades que viriam a seguir, como uma peça de dominó derrubando a próxima... Finalmente saímos, e começam os encontros:

> Penso no almoço de sábado, onde estava sentado na mesma mesa que estava no almoço de hoje. Naquela data, a Lya Luft e Friends sentaram na mesa ao lado. Enquanto eu estava absorto por essas lembranças, o Ewerton pergunta: - Você já leu o livro da Lya Luft? (Uau !!!) Como ele perguntou isso naquela hora que eu estava pensando, visualizando a própria?

> Olho para a mesa da frente. Pessoa conhecida! Levanto e vou até lá. A Dora me fala que havia me visto. Pergunto-me por que ela não me acenou? Eu digo que vou fazer um curso de Photoshop com ela. Ela rí...

> Convido o Ewerton para correr amanhã. Ele diz que não dá. Vejo a Fábi. Ela me convida para correr. "Mas correr no sábado, bem na hora do almoço, Fábi?"...

> Cafezinho expresso. A Maureen me diz que o seu Lhasa Apso se chama Pop Art. Digo "muito prazer" e falo sobre a Chandra Kandi. Falo também dos meus tempos de publicidade quando a Maureen as vezes ia no meu studio para gravar uns spots. Supreendentemente, ela se lembra.

> O Carlo me vê. Diz que eu estou magro. Eu digo que a barbicha dele cresceu. Pergunto se ele vai na festa de Nova Petrópolis, que afinal de contas é perto da terrinha dele. Ele me diz: "Não é Nova Petrópolis, é Galópolis!". Então tá, com quem entende do assunto eu não discuto, eh eh eh...

> A Ana me diz que o pão integral é feito com o trigo grosso, sem ser refinado. "Os bons carboidratos!!!" - eu penso, alegre! Levei um pão desses para casa.

Os desencontros ficaram restritos à perda da preferência na locação do apê que queria mudar; e com alguém que ainda não me vê no trânsito, mesmo estando janela aberta à janela aberta comigo; e meu som estar a mil, tocando Astrix...

Eu poderia ter me abalado com os desencontros. Mas com tanta sintonia que desfruto atualmente, com tanta gente do Bem à volta, como duvidar que até os Desencontros de hoje são destinados aos futuros Encontros do amanhã?

Ocorrência de Trânsito II

|

Provações Adiante! Tome precauções Rubi!!!

Natal, dia da harmonia familiar.

Estávamos, eu e a Chandra, na segunda etapa de nossa viagem de carro para São Paulo. Na noite passada havíamos dormido em Curitiba e na manhã do dia 24 de Dezembro já pegávamos a estrada para tentar chegar na Paulicéia o mais cedo possível. A chuva forte do dia anterior virou um chuvisco leve. Cruzamos a fronteira Paraná / São Paulo.

A BR 116 na parte sul do Estado de São Paulo é conhecida como Terra de Ninguém. Faltam postos de apoio, sinalização... falta tudo. A viagem transcorria bem. A Chandra dormia bem em seu "transchandra" (a parte de cima do banco de passageiros do Astra). A confiança homem - máquina já estava estabelecida depois de tanto tempo de viagem. Vinha andando rápido. Talvez mais de 100 km/h. No som rolava um CD dos Smiths. "There is a light that never goes out". Eu acompanhava o Mozz: "and if a ten ton truck, crash into us, to die by your side, is such a heavenlly way to die..." Não consegui completar a frase...

O Astra começou a sair desesperadoramente de ré. A curva era em S, em declive. Controlo o freio e viro a direção para o outro lado. O Astra começa a girar mais. Ao meu lado uma carreta começa a buzinar com uma sirene parecida a de um navio e passa a poucos milímetros da minha direita. Giro o voltante rapidamente para o outro lado. O Astra não responde. Continua o seu giro. Fico em sentido contrário ao fluxo do tráfego. O carro continua deslizando. Enxergo a lateral da pista. Um desfiladeiro coberto por um bananal. Prevejo o choque inevitável. Agarro-me ao volante. Respiro fundo. O tempo para.

Crasssssshh. O Astra explode a sua esquerda contra o "guard-rail". O rabo da Chandra passa pelo meu rosto. Tudo o que está dentro sai do lugar. O interior se enche de uma fumaça branca proveniente do ar-condicionado. Saio pela porta do passageiro. Pernas moles e pescoço enrijecido pelo impacto. O motorista da carreta vem ao meu auxílio. Pergunta se eu estou bem. Digo que sim. Ele me ajuda a verificar as condições do motor. Tudo bem, ele diz. Eu giro a chave, e supreendemente o Astra pega! O motorista me diz para sair rápido dali, pois aquela é uma área visada para roubos. A retirada do Astra é complicada. Ele ficou "encaixado" pelo "guard-rail". Depois de algum esforço o carro sai. Percebo que a frente do CD Player estava no chão. Recoloco-a. Percebo nesse instante o horário. Aquele de sempre...

Trafego toda a curva em S na contra-mão até um trecho que me permita fazer a manobra de retorno. Venho dirigindo cuidadosamente, sentindo o Astra. A direção está totalmente oscilande e desalinhada. Paro no próximo posto para checar os estragos. Perda total eu pensei. Supresa: apenas os dois parachoques foram afetados. Nenhum risco na lataria! Nada nas portas!!!

Chorei de Felicidade e emoção! Aquele Natal poderia não ter acontecido. Mas com certeza eu estava muito bem protegido. Protegido pelas forças do Bem.

Eu havia renovado o Seguro do Astra a menos de 24hs... Eh ehehehh!!!

Muitas vezes reclamamos e não entendemos quando acontecem algumas coisas em nossas vidas. Ocorrências de Trânsito podem ocorrer em teu caminho, te afetando espiritualmente ou até mesmo fisicamente. Somos susceptíveis às vibrações. Ressonamos com elas.

E chega de ocorrências de trânsito para mim. Para mim agora, apenas as "good vibrations"! Escapar dessa segunda ocorrência deve ter dado mais um trabalho danado para o meu "Anjinho Anjinho".


A imprensa deu destaque para esse trecho no qual eu me acidentei. Existem suspeitas de envolvimento de policiais com guincheiros e que pessoas colocam óleo na pista de forma criminosa. O Jornal Nacional da semana passada abordou o mesmo tema.

Vejam também o destaque que esse assunto rendeu nos jornais de São Paulo nos dias posteriores ao meu acidente:

- Trecho da BR-116 é terra de ninguém
- Curvas perigosas Em 3 h, trecho da BR-116 tem 8 acidentes
- Guincho custa pelo menos R$ 250
- Acidente mata três na Régis Bittencourt em SP
- Sobe para quatro o número de mortos em acidente na Régis Bittencourt

Ocorrência de Trânsito

|

Não faça de seu carro uma arma. A vítima pode ser você.

O cara foi brutalmente atropelado por um Ford Ka. Tá certo que o Ka buzinou, piscou faróis, mas o atropelamento foi cruel.
Foi resgatado em estado grave, mas ainda com vida, por um Celta, dirigido por alguém que ele considerava como um irmão..
No meio do caminho, o motorista do Celta se enche de vodka, fica bêbado, atira o cara para fora do Celta, e atropela-o mais uma vez.
O cara reclama com o motorista bêbado do Celta, eles dizem que "tão de mal" e não vai ter mais caronas...
E agora, o motorista da Ka ainda liga para o atropelado, que está em plena UTI Espiritual, para saber como ele está pós-atropelamentos.
E aproveita para acusar que o motivo do atropelamento foi o cara ter abandonado um Fiat Uno com um bebê dentro!!!
Uau!!! O cara sabe que ele foi imprudente ao atravessar a Avenida fora da faixa de pedestres, sem olhar para os lados, etc e tal... Que não fez bem a manutenção do Ka. Que sonhava com um Peugeot.
Mas ele não abandonou ninguém do Fiat Uno.
Infelizmente o Fiat Uno mudou de cidade... Porém todos os seus passageiros estão muito bem, assim como o carro.
Sempre foi dada a devida atenção e manutenção para eles.
Porém, bem-feito cara...
Foi confiar num Escort detonado e se deu muito mal... Investiu no Escort detonado ajudando-o a se transformar num Ka, e vislumbrava estar próximo quando o Ka se transformar no esperado Peugeot... Cara idiota.
Mas não precisavam atropelar né? Duas vezes?!!!
O karma da troca do Fiat pelo Escort o cara vai pagar ao dono do Fiat, dono que já afirmou não ter dado nenhuma procuração para o Ka!!!
Mas ainda paira um mistério... Porque ocorreu o segundo atropelamento??? Porque???
Testemunhas estão ligando frequentemente para a casa do cara para falar que o motorista do Celta ficou ofuscado com a luz alta do Ka. Ou talvez pela traseira, apesar do motorista do Celta afirmar que "aquela traseira de Ka não faz o seu tipo".
Onde estão os azulzinhos???? Socorro !!!

SP correndo

|



[clique nas fotos para ampliar]

Sempre se diz que "São Paulo não para" e que "lá todo mundo corre de um lado para outro"... Estive lá nesse fim de semana e pude constatar que isso é verdade!

A onda de corridas que existe em SP não era uma surpresa para mim, já que sou leitor ávido de revistas de esporte e corridas. O que eu não sabia é de como o Ibirapuera está legal !!!

Eu sempre gostei muito do Ibirapuera, mesmo ele sendo o palco de minha única queda grave de motocicleta, quando tive que tomar uns 10 pontos na cabeça. Mas das últimas vezes que fui lá o parque estava um lixo. Mas no sábado passado as coisas estavam diferentes...

O Ibira se tornou em um paraíso para os corredores. Existem vários trajetos bem marcados, para todos os gostos: asfalto, terra, grama e brita. Lá tem "postos" de Gatorade de 100 em 100 metros!!! Eba !!!!! Tem até um baita bar da Gatorade para os corredores. Os carrinhos vendem barrinhas energéticas e Power Gel também!!!

Parecia que todo mundo que estava no parque estava lá para treinar. Todo mundo de tenis de corrida e visual esportivo.

Realmente São Paulo não para. Como o trânsito parou por causa dos congestionamentos, o paulistano está aprendendo a correr a pé mesmo...

Eu amo a Carroça

|

Modelo 2004
[Porto Alegre, agora de tarde]

Na primeira parte da década de 90 havia em Porto Alegre um programa de auditório muito legal chamado "Viva a Gorda". E a música de encerramento era: "Eu amo a Carroça, Carroça me ama..." em uma alusão à Porto Alegre.
Na época eu não entendia direito o por quê dessa associação, mas com o passar do tempo fui entrando no ritmo da cidade e percebi que aqui as carroças tem uma deferência especial.
No governo Horrível Dutra, chegou-se até à situação cômica de ter que se emplacar as carroças, lei que vale até hoje. O PT mandou a Ford embora, mas emplacou todas as carroças...
Hoje, ainda se vê essa cena lamentável nas ruas de Porto Alegre: o pobre animal sendo maltratado, com excesso de carga e ainda atrapalhando o trânsito de uma das principais vias da cidade, que em dia de dilúvio estava mais congestionada do que nunca.
Talvez a estratégia seja realmente essa: atrelhar-nos às carroças para assegurar o nosso papel de mulas de carga e assim ir fazendo leis totalmente absurdas para justificar-se na direção da cidade.
Carroceiro, teu status de representante do Portinho está assegurado. E nem precisa emplacar a tua carroça. Eles precisam de tí.

Vênus não eclipsa o Sol

|


[clique para um zoomzinho]

E nesse momento Vênus "passeia" na frente do Sol.

Como o dia amanheceu bastante encoberto aqui em Porto, não deu para ver nadinha no começo. Mas depois o sol saiu das nuvens!!! Mesmo assim eu não tinha nada preparado para proteger a visão e... Aproveitei para ver ao vivo via Internet (veja os sites clicando no link do fim desse artigo) e pela TV.

Vênus até que tentou, mas não conseguiu eclipsar o Astro-Rei!!!

O fenômeno ocorre aproximadamente a cada 120 anos e em duas vezes, com oito anos de intervalo. Depois de 2004, Vênus voltará a passar diante do Sol no dia 5 de junho de 2012 e posteriormente esse encontro só acontecerá em 2117 e 2125.

Marathon Full Report

|

Marathon Full Report - Exclusivo e sem cortes

Cheguei!!!

E ocorreu na manhã iluminada de hoje, a XXI Maratona e Rústica de Porto Alegre, além da Maratoninha e da prova especial para cadeirantes.

Nosso dublê de atleta, Vicente Rubino, começou a sonhar com a prova a partir da redução de seu perímetro abnominal, e a consequente diminuição de seu "índice arrôbico". Depois que se lançou em busca do Santo Graal do Bolão do Emagrecimento, Rubino já se livrou de 15 "nada saudosos" quilinhos. Na verdade esse sonho remonta a tempo mui distantes, pois é já era uma meta de vida do jovem Rubininho completar uma maratona. Hoje ainda não foi o dia dessa meta, mas sem dúvida um passo rumo a essa linha de chegada.

As últimas semanas foram palco dos treinos preparatórios, amplamente cobertos pelo departamento maratonístico do blog MondoVR: http://mondoVR.reticencias.com.br. Com o desenvolvimento dos treinos, a possibilidade de cruzar a linha de chegada da rústica tornava-se cada vez mais um sonho que se poderia concretizar.

A decisão foi materializada com a inscrição para a prova. A Rústica é uma corrida de rua que ocorre na mesma data que a Maratona, porém possui apenas 10 km de extensão. Carimbei meu passaporte para Rústica.

O grande clima de festa de confraternização já reinava desde ontem, quando os kits para a prova foram distribuídos no Ginásio da Brigada. Milhares de corredores reunidos, todos com suas famílias, esposas e filhos estavam a percorrer as calçadas próximas aos ginásio, onde se instalara uma feirinha atlética, com incontáveis barraquinhas vendendo todas as quinquilharias tão necessárias no mundo esportivo: tênis especiais, roupas de tecido "dry-fit", suplementos energéticos em gel, garrafas para água, etc, etc, etc. A Sônia ainda me acompanhava nessa hora.

Meu número foi o 1712. Junto no kit, estavam o chip para ser colocado no tênis, e assim permitir a cronometragem eletrônica e uma camiseta alusiva ao evento.

Todo esse material foi preparado na véspera. Mochila com duas Mooves abastecidas de água e Gatorade, gel energético sabor baunilha e chocolate, camiseta extra e abrigo esportivo. Além do BodyLink completo, com cinta toráxica, GPS e Data Recorder.

Assim, parlamentado, fui de lotação para a Festa. A largada para a Rústica ocorreria às 07:45hs e cheguei por lá às 07:15hs. Pude testemunhar a largada a Maratona Feminina. Muiiiiiiiito legal as gurias: elas estavam super excitadas (no bom sentido...) com a prova e ficavam dando gritinhos frenéticos no minuto antes da largada. Tinha uma corredora que parecia a Leonara, pelo menos o cabelo era igual.

Depois das gurias largarem eu teria 15 minutos para a minha largada. Fui até o local de guarda-objetos, me troquei ficando de camiseta regata sobre outra camiseta de manga longa, já que estava muito frio e shorts sobre a minha bermuda de lycra que evita minhas coxas ficarem roçando muito. GPS ligado, satélite rastreado, e lá fui eu para a largada.

Fiquei admirado com a quantidade de pessoas que largariam para a rústica: muiiiiiiita gente. Larguei bem atrás, e muito tempo se passou depois da largada até eu conseguir atingir o tapete que iniciava a cronometragem. Com esse novo sistema de chip não importa se você largou lá atrás ou em primeiro, pois o tempo é cronometrado apenas quando você cruza as linhas de saída e de chegada.

Saímos pela Goethe. Até a Dona Laura praticamente a multidão só andou, pois realmente não dava espaço para nada. Depois foi começando a abrir e peguei o ritmo que me acompanhou por todo o trajeto: 6 minutos por kilômetro. Já estava aquecido na subida do viaduto sobre a Protásio, e depois foi Silva Só até o MacDonalds da Ipiranga: uma barbada. Seguimos pela Princesa Isabel e pegamos a Azenha. A Azenha estava divida por uma cerca ao meio e quando eu estava indo, os "corredores de elite" já estavam voltando!!! Foi muito encorajador ver o pique da galera que já estava voltando quando eu ainda estava indo. Entramos à direita na Botafogo, passamos em frente de onde foi a formatura da SBDG, e por um instante tive saudades de toda a turma. Aí era o kilômetro 5, e havia um posto de água. Peguei um copinho d'água e bebi a metade. Estava, ufa, ofegante. Lembrei-me do gel de baunilha que estava no bolso do shorts: uhmmm, que delícia!!! Senti minhas energias redobradas e continuei no ritmo: ficava fazendo projeções - Se manter a média de 6min/km chego no fim em uma hora... Acompanhava a prova metro a metro via o BodyLink.

Os participantes merecem um destaque nesse report: em primeiro lugar pela enorme quantidade de mulheres. Todas bastante preparadas, e muitas me ultrapassando. Inclusive meu pelotão consistia de mim e mais quatro gurias que fomos juntos até o final. Quando já regressávamos pela Azenha, uma das últimas participantes (acho que era a última) era uma gordinha que caminhava alegremente dando tchauzinho a todos. Teve um participante com uma prótese na perna (uma perna de alumínio ou metal semelhante em aspecto) que eu não consegui ultrapassar!!! Que legal, não é, presenciar uma superação dessas... Haviam muitas pessoas de idade também, até uma de 88 anos.

A parte final da prova já se aproximava, e com ela vinha de novo a subida do viaduto da Protássio. Tive que diminuir bastante o ritmo, para 8min/km, pois já estava "sem pernas", mas tive a convicção que iria conseguir chegar sem parar.

Quando apontamos na Goethe foi emocionante. As pessoas aplaudiam e incentivam. Eu, que por muitos anos acompanhei ao vivo a chegada da Maratona de Porto Alegre, sempre emocionado, desta vez estava lá, na pista, com passadas fortes e ritmadas rumo a linha de chegada.

Uma alegria indescritível tomou conta do meu ser quando cruzei a linha. Completei a prova em menos de uma hora: 57 min e 18 seg para ser mais preciso. Um sorriso largo, de lado a lado do rosto, as mãos para cima, e a façanha de ter terminado a minha primeira corrida. Uma chegada anônima na multidão, sem ninguém a gritar meu nome, sem um abraço diferenciado ou um simples "parabéns". Mais para mim, uma chegada inesquecível, uma vitória na qual o único adversário era o meu receio de não conseguir estar ali.

Depois da chegada recebemos frutas, água, Gatorade, um certificado (em branco!!!) e a medalha de participação.

Fiquei ainda naquele ambiente entre os corredores e encontrei o meu amigo garçom, que infelizmente não chegou ao pódium, mas deve ter ficado entre os 50 primeiros (passou 40 na subida do viaduto, segundo ele...). Vi a largada e a chegada da maratoninha e a chegada dos vencedores da maratona na categoria masculina (Claudir Rodrigues) e feminina (Rosa Jussara Barbosa).

Peguei um táxi e voltei para casa. De alma lavada, tomei um bom banho revitalizante. Passei o resto do dia de pernas par ao ar, já que estou andando como se tivesse pernas de pau...

Veja também

Arquivos Mensais

 

MondoVR no YouTube

 

 

Powered by Movable Type 4.1

Veja os arquivos recentes na Página de Entrada ou veja os ARQUIVOS SECRETOS para ler TODO o conteúdo do Mondo...

 :

(c)2004-2008 by Vicente Rubino - Vamos Além

 :